A Vivo deve lançar no próximo mês um projeto de agentes de inteligência artificial em seu call center. A informação foi compartilhada pelo CEO da operadora, Christian Gebara, em conversa com analistas de mercado durante a divulgação de resultados do primeiro trimestre nesta segunda-feira, 11.
“Como falei no último trimestre, nós teremos uma espécie de concierge que cuidará das ligações dos clientes. A partir daí, haverá três agentes que focarão em atendimento, cobrança de planos e suporte técnico”, explicou Gebara. “O nosso objetivo aqui é ter uma retenção de 60% com esses agentes nos próximos trimestres”, completou.
O CEO afirmou ainda que a Vivo enxerga uma série de oportunidades em IA no horizonte, seja em B2B ou B2C.
IA na Vivo
Para empresas, o executivo afirmou que muitos clientes estão comprando serviços de nuvem com a operadora e que a IA está intrinsecamente ligada à nuvem: “Portanto, nós tiraremos vantagem do relacionamento e toda a base de clientes e parcerias que temos com os principais hyperscalers para explorar as oportunidades em IA”, disse.
Embora não compartilhe números, Gebara exemplificou de forma prática com os grandes contratos (como Sabesp e São Martinho) que terão camadas de IA a serem implementadas para incorporar análise de dados e automação.
Para o consumidor final, o CEO informou que a parceria com a Perplexity (Android, iOS), que teve um ano de uso gratuito para clientes de sua base, está sendo reavaliada. Em outra conferência, com jornalistas, Gebara confirmou que o período de exclusividade está acabando com o parceiro e devem trazer novidades em breve.
“Nós não queremos ter nenhuma exclusividade. Esse mercado de inteligência artificial está competitivo – talvez o que vimos nos OTTs de vídeos veremos acontecer em IA. Então, nós ainda temos alguns dias finais aqui da Perplexity, mas viremos ao mercado com novidades sobre outras plataformas de IA para os nossos clientes sempre terem a vantagem de poder provar alguma delas com gratuidade através da Vivo”, completou.
Crise de memórias? Hoje não
Em resposta a esta publicação, Gebara afirmou que a empresa não sentiu impacto com a crise das memórias. Explicou que a Vivo foi ativa e procurou montar um estoque robusto no começo do ano para ter disponibilidade de produtos em datas promocionais, como o dia das mães do último domingo, 10. Disse ainda que alguns custos foram repassados aos clientes, porém, sem prejudicar a disponibilidade.
A área de dispositivos da Vivo foi um dos principais destaques no relatório financeiro do primeiro trimestre de 2026. A receita com aparelhos e eletrônicos cresceu 26,5% na comparação com o mesmo período um ano antes, de R$ 909 milhões para R$ 1,1 bilhão.
O CEO reforçou que:
- 97% das vendas de handsets nas lojas da Vivo foram 5G;
- Houve crescimento de 56% nas vendas de dispositivos de consumo (tablets, TVs, acessórios, videogames) ano contra ano;
- 15% da receita de vendas da categoria foi de dispositivos de consumo e o restante, smartphones.
Como resultado, Gebara afirmou que estão expandindo o portfólio e a oferta de dispositivos para todas as lojas da Vivo, tanto as próprias quanto as de terceiros (resellers, no original em inglês), o que deve trazer um resultado mais forte no segundo trimestre deste ano.
Imagem principal, de arquivo: CEO da Vivo, Christian Gebara (crédito: Vagner Medeiros/Vivo)





