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Vivo registra receita de R$ 15,4 bilhões puxada por mobile

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A Vivo terminou o primeiro trimestre de 2026 com uma receita de R$ 15,4 bilhões, um aumento de 7% contra R$ 14,4 bilhões de um ano antes. De acordo com seu CEO, Christian Gebara, um dos motivos para o aumento de faturamento da operadora foi a operação móvel.

Neste período, a companhia registrou R$ 9,8 bilhões de receita com serviço móvel, alta de 6,6% comparado com R$ 9,2 bilhões de um ano antes. Desse total, o pós-pago aumentou 8%, de R$ 8 bilhões para R$ 8,5 bilhões. O pré-pago recuou 1%, de R$ 1,33 bilhão para R$ 1,32 bilhão.

O executivo afirmou que a queda na receita do pré-pago está ligada à contínua migração de clientes para os planos controle. Lembrou que a queda atual foi menor um ano antes, quando o recuo foi de 11,5% ante o primeiro trimestre de 2024.

Estratégia móvel da Vivo

Com 827 mil adições líquidas e um total de 52 milhões de assinantes móveis no primeiro trimestre de 2026, o Mobile Time perguntou sobre a disputa e a dinâmica do mercado móvel, mas especificamente se isso se transformou em um mercado de rouba monte. Gebara discordou.

De acordo com o CEO, o foco da Vivo tem sido em fidelização e busca do cliente por rentabilidade, ou seja, a operadora não foca na aquisição a qualquer preço. Essa estratégia é demonstrada nos seguintes pilares:

  • Baixos índices de churn no pós-pago, em média 1% ao mês;
  • Aumento do ARPU móvel, que atingiu R$ 31,90, alta de 5,7% na comparação contra R$ 30,2 do ano anterior;
  • Aposta na oferta de um ecossistema digital amplo aos clientes, dos OTTs aos dispositivos em loja;
  • Constante migração de planos, do pré para controle e controle para pós;
  • A penetração do 5G e a melhoria na experiência dos clientes, que passam a consumir mais dados e serviços com a nova tecnologia.

Atualmente, a Vivo tem a sua rede de quinta geração em 905 cidades e cobertura de 71% da população brasileira. De acordo com o relatório, três quartos dos investimentos em capital (Capex) da operadora são aplicados na expansão do 5G. No primeiro trimestre de 2025, a companhia investiu R$ 2 bilhões, alta de 9,5% contra R$ 1,8 bilhão de um ano antes.

Em paralelo a isso, o executivo destaca o avanço do Vivo Total (móvel e fibra), que saltou de 24% para 40% da base de assinantes da Internet fixa em um ano.

Em outra conferência, com analistas de mercado, Gebara confirmou aumentos em parte dos planos pós-pagos e controle para agosto, assim como enxerga aumentar os preços no pré-pago. Mas a maioria dos aumentos no pós-pago e Vivo Total foram feitos entre janeiro e abril deste ano.

Serviços da Vivo

Um dos destaques da operadora no primeiro trimestre de 2026 é o aumento da receita média mensal por CPF, que chegou a R$ 67,2, alta de 7%, em um movimento impulsionado por receitas de conectividade e novos negócios (serviços).

O CEO afirmou que novos negócios digitais já representam 12% da receita total da Vivo, sendo 3% vindo do B2C e 9%, do B2B. Com o consumidor final, os destaques na comparação ano a ano são:

  • Receitas de serviços financeiros (Vivo Pay) totalizaram R$ 426 milhões, um aumento de 13% na comparação ano a ano;
  • Receitas com OTTs de música chegaram a R$ 835 milhões e 4,4 milhões de assinantes;
  • O Vale Saúde chegou a 531 mil assinaturas e R$ 115 milhões de receita, além de 2,5 milhões de itens em farmácias vendidos com descontos, 85 mil consultas, procedimentos e exames.

Por sua vez, o corporativo teve aumento de 24% na receita nos últimos doze meses, de R$ 4,3 bilhões para R$ 5,4 bilhões, principalmente nas seguintes categorias:

  • Cloud, com alta de 29%, de R$ 2 bilhões para R$ 2,7 bilhões;
  • IoT e mensageria cresceu 70%, de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,3 bilhão;
  • Cibersegurança, de R$ 891 milhões para R$ 1 bilhão.

Finanças, dados operacionais e Oi Soluções

Ao final do primeiro trimestre de 2026, a Vivo registrou um crescimento de 6,5% nos custos, de R$ 8,6 bilhões para R$ 9,2 bilhões. O EBITDA cresceu 9%, de R$ 5,7 bilhões para R$ 6,2 bilhões. O lucro operacional (EBIT) aumentou 17%, de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,3 bilhões.

Com isso, o lucro líquido da operadora foi R$ 1,2 bilhão, alta de 19% contra R$ 1 bilhão do primeiro trimestre de 2025.

Outros destaques da Vivo no período são:

  • Aumento de 5,3 pontos percentuais em pagamentos recebidos via Pix, de 41,8% para 47,1%;
  • Incremento de 4,3% na base de usuários do Vivo App (Android, iOS), de 27 milhões para 28 milhões.

Gebara ainda foi questionado sobre uma possível compra da Oi Soluções. À imprensa, o executivo afirmou que possuem 15 dias para avaliar a compra da carteira da empresa de serviços digitais.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



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