Marília – O urbanista e candidato a deputado federal Nabil Bonduki (PT) cumpriu agenda em Marília, teve encontro com lideranças comunitárias e levou uma carta da ONG ambientalista Origem em defesa das cidades.
Professor na USP e vereador na Câmara de São Paulo, Bonduki participou de encontros na região e também na cidade. Teve um almoço com lideranças políticas, profissionais de planejamentos e representantes da ONG.
Visitou também alguns pontos de projetos de habitação, um compromisso que não atingiu todas as áreas previstas por problemas de prazo.

Mostrou espanto com a condição de prédios interditados À espera de demolição ou reformas na zona sul. “Olha isso aqui, parece Chernobyl, parece uma ruína”, disse o urbanista.
Os prédios, vazios desde 2024, sofreram saques, depredação e seguem sem medidas de recuperação. Há ordem judicial de obras que está em fase de recurso.
Ele participou, em seguida, de encontro com representantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) na Unesp da cidade. Nabil é professor convidado na Universidade da Califórnia, em Berkeley, foi secretário da Cultura em São Paulo.
Na carta que entregou ao urbanista, a ONG Origem aponta temas sensíveis, bem como em desafios, para planejamento no interior paulista
Mobilidade
A ONG aponta lógica de privatização, número excessivo de pedágios e cobrança e, além disso, perda de capacidades para gestão no transporte interurbano.
Integração Regional
Falta de estratégia clara para ferrovias e de política para articulação entre os municípios, inclusive para recuperação dos trilhos.
‘Espraiamento urbano’
A ONG destaca expansão urbana desordenada com bairros cada vez mais distantes e exclusão territorial. Assim, ocupação extensiva e aumento em custos de infraestrutura, deslocamentos e desigualdades sociais,
Interesse Social
A Origem acusa falta de políticas de inclusão, favelas e assentamentos precários no interior paulista
Meio ambiente
Denuncia degradação e abandono de projetos ambientais e, consequentemente, comprometimento de qualidade de vida
Governança e planejamento
Abandono de instrumentos de planejamento, falta de transparência e responsabilização
Participação social
Esvaziamento de conselhos, perda de relevância na participação social e ausência de políticas urbanas para patrimônio da União
Desmatamento
Avanço do desmatamento e expansão de monoculturas como eucalipto, além de especulação imobiliária, com vulnerabilidade ambiental





