Marília – A audiência pública da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) para discutir a crise de aeroclubes teve auditório lotado e muita visibilidade para o setor, principalmente o impasse em Marília.
Em diferentes cidades, as instituições acusam riscos de fechamento das instituições que são escolas de pilotos e comissários. Os clubes acusam pressão imobiliária e comercial após concessão de aeroportos como causa para fechamentos e crises no setor.
O encontro reuniu representantes de aeroclubes de diferentes pontos do Estado e autoridades, bem como técnicos do setor. Levou a conclusões que vão desde um novo encontro no dia 26 até projeto de uma Federação de Aeroclubes.
Além disso, pode provocar iniciativas de mudança na Legislação estadual e ampliação de uma corrente de apoio aos clubes.
“A audiência teve efeitos como visibilidade, pressão politica e social. Além disso, informações e notícias que, esperamos cheguem até juízes em casos contra as instituições”, disse Jolando Gatto, diretor do aeroclube de Marília.







Resistência em Marília
Ele ocupou grande parte do tempo para uma apresentação sobre a crise, a legislação atual e até o que considerada erros na postura da Anac (Agência Nacional de Avião). Deve, portanto, ser nome de destaque na Federação.
Além disso, teve a oportunidade de falar sobre a resistência do aeroclube em Marília que está em discussão judicial de despejo. Acusou até ameaças da diretoria da rede VOA SP, concessionária que assumiu o aeroporto em 2022, na tentativa do despejo.
Provocou risos com relato de denúncia por ‘invasão da pista’ quando dirigentes buscaram encontro com o governador Tarcísio de Freitas no aeroporto.
Piloto e instrutor de voo, Jolando disse que a crise o obriga a deixar suas atividades para atuar na defesa do clube. Ele já atuou, inclusive, como copiloto na GOL linhas aéreas e usa conhecimento de serviços, leis e normas da aviação para defender os clubes.
‘Crise da aviação’
“São clubes, mas não como o sentido comum pensa. Somos escolas de formação profissional e de valorização da aviação, de acesso, de atendimento ao mercado. A crise dos aeroclubes é uma crise para o setor”, disse.
A disputa entre o aeroclube e a VOA SP em Marília segue com três processos judiciais. A lista inclui o despejo, a revogação de lei de tombamento e até de indenização contra o clube.
A lei, aliás, ainda não caiu, mas deve mudar e tirar um pouco da proteção ao clube. A prefeitura prepara norma para tirar o espaço físico da proteção ao clube. Oferece uma área para o aeroclube instalar nova sede, mas haveria custo alto que a instituição não pode pagar.





