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Irmãos acusados de matar e queimar corpo em carro vão a Júri Popular em Marília

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Marília Sentença da 3ª Vara Criminal de Marília manda ao Júri Popular os irmãos Marcelo e Marcos Alves da Costa denunciados por matar Rafael Alves Francisco Ferreira, queimar o corpo do comerciante em seu próprio carro e fraudar a cena do crime. Cabe recurso contra decisão

A decisão enquadra Marcelo por homicídio qualificado, pela destruição de cadáver, bem como pela adulteração do local do crime.

Já Marcos da Costa, que confessou o primeiro golpe na vítima, vai responder pela morte e adulteração da cena.

Na mesma decisão, a Justiça renova a ordem de prisão preventiva contra os dois irmãos, em despacho que destaca crime doloso com pena de reclusão.

“Assim, não é o caso de conceder liberdade provisória, posto que se trata de acusação grave, inclusive crime considerado hediondo. Não se pode ignorar a gravidade concreta da conduta dos averiguados”, diz a decisão.

Cita ainda a importância daa regularidade da instrução processual, bem como garantia de aplicação da lei em caso de condenação final.

O crime

Rafael morreu em 16 de janeiro dentro de uma empresa de produção de traillers que Marcelo mantinha na zona norte.

Ele foi vítima de golpes com um martelo da oficina. Depois, conforme confissão, Marcelo manobrou o Porsche que ele usava opara dentro da empresa, usou uma corda para arrastar o corpo até o carro.

Na sequência, levou o Porsche até a zona rural de Pompeia, onde ateou fogo ao veículo com a vítima dentro.

Marcos, que confessou o primeiro golpe, vai responder também pela fraude no local do crime. A empresa passou por limpeza para retirada de sangue e ocultação do material. Um trabalho que falhou, a perícia achou diversos indícios no local.

Rafael era dono de duas adegadas, deixou casal de filhos e a esposa. Conforme depoimento de Marcelo, ele emprestou dinheiro e estaria fazendo cobrança no dia que morreu.

O acusado diz que a dívida não parava de crescer com juros absurdos e que não poderia mais pagar.



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