Um dos capitães da Seleção Brasileira, o volante Casemiro não conteve as lágrimas após a eliminação do Brasil para a Noruega, neste domingo, nas oitavas de final da Copa do Mundo. O experiente jogador lamentou a queda precoce da equipe no torneio, mas valorizou o trabalho realizado pelos jogadores e a comissão técnica de Carlo Ancelotti.
“É difícil achar palavras nesses momentos. Porque sempre é um sonho, né? Quando você começa a jogar, quando você tem um sonho de jogar futebol, é o sonho de qualquer brasileiro ganhar uma Copa do Mundo. Tive a terceira oportunidade. Sou um privilegiado, tenho muito orgulho do que eu, do que todos os jogadores fizemos aqui. E até mesmo da geração que não venceu, a gente faz um bom trabalho”, disse o atleta em entrevista à Cazé TV.
“A gente sabe que acaba desapontando milhares, mas como você falou, a vida segue. E acho que nesses momentos, só quero estar com a minha família, com os meus filhos, porque é difícil”, completou.
Foto por JOSE BRETON / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP
Quais foram os erros do Brasil?
Casemiro crê que o Brasil pecou pela falta de eficiência no ataque. Ele lamentou as chances perdidas pela equipe, como por exemplo o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães, e disse que o Brasil não precisava ter recuado tanto na etapa final da partida.
“Acho que eles [Noruega] tentaram controlar o jogo sem atacar muito. Foi parecido com o jogo contra a Croácia [em 2022], inclusive nós tivemos oportunidades para matar o jogo e acabávamos não matando. Acho que eles tiveram ali um controle que não é um controle real, é um controle longe do seu gol, mas acabaram tendo dois chutes e fazendo o gol. Nós tivemos oportunidade para fazer o gol e não concluímos a gol”, analisou.
“Eu diria que na segunda parte nós baixamos um pouco as linhas e não deveria ter baixado tanto. A gente poderia ter caprichado um pouco mais na pressão ali. Mas é difícil você falar agora o que deveria ter sido feito”, concluiu.
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Eliminação amarga
Eliminada precocemente, a Seleção Brasileira amarga o maior jejum de sua história desde o primeiro título mundial, em 1958. Até 2030, serão pelo menos 28 anos sem conquistar a taça da Copa do Mundo.
A delegação brasileira agora recolhe os cacos e se prepara para deixar os Estados Unidos. Os atletas que quiserem se juntar às suas famílias já foram liberados. Os demais retornarão ao Brasil em voo fretado na próxima terça-feira, em horário a definir.





