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Compreender as dificuldades não significa tolerar irregularidades • Marília Notícia

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Concessionária tem ampliado ações de fiscalização para identificar fraudes (Foto: Divulgação/RIC Ambiental)

Há situações em que sensibilidade e firmeza precisam caminhar juntas. O combate às fraudes no abastecimento de água é uma delas. Agir com rigor diante de irregularidades não significa abandonar a empatia. Da mesma forma que reconhecer as dificuldades enfrentadas por muitas famílias não pode servir de justificativa para práticas que prejudicam a coletividade.

A RIC Ambiental tem ampliado as ações de fiscalização para identificar fraudes e outras ocorrências irregulares no sistema de abastecimento. E é importante deixar claro: esse trabalho continuará avançando por toda Marília, alcançando bairros, condomínios e empresas.

Não porque fiscalizar seja um objetivo em si, mas porque garantir justiça no acesso à água exige responsabilidade e o cumprimento de regras que devem valer para todos.

É natural que o tema desperte debates. Vivemos um cenário econômico desafiador, no qual muitas famílias enfrentam dificuldades para equilibrar suas contas. Essa realidade existe e não pode ser ignorada. Por isso, antes de qualquer medida mais rigorosa, há um esforço permanente de orientação, negociação e busca por alternativas de regularização. O diálogo continuará sendo sempre o primeiro caminho.

No entanto, é necessário reconhecer uma diferença fundamental entre enfrentar adversidades financeiras e praticar atos ilícitos.

Quando alguém rompe um lacre, realiza uma religação clandestina ou interfere no funcionamento de um hidrômetro, não está apenas descumprindo uma norma administrativa. Está utilizando um serviço essencial sem observar as mesmas condições respeitadas pela ampla maioria da população. E os impactos dessa conduta vão muito além de uma única ligação de água.

Muitas vezes, a fraude é vista apenas como uma questão entre o usuário e a concessionária. Na prática, suas consequências são muito mais amplas. A água que chega às residências exige investimentos contínuos em captação, tratamento, distribuição, manutenção de redes, reservatórios, equipamentos e equipes técnicas.

Quando parte desse consumo ocorre de forma irregular, cria-se um desequilíbrio que afeta a sustentabilidade do sistema e reduz a capacidade de realizar melhorias e ampliações necessárias.

Existe uma falsa percepção de que agir com firmeza e agir com humanidade são atitudes incompatíveis. Não são. Uma gestão responsável deve ser capaz de conciliar as duas coisas. Precisa compreender as dificuldades reais das pessoas, sem deixar de defender o interesse comum. Deve manter abertos os canais de negociação, mas não pode ignorar condutas que causam prejuízos a toda a cidade.

A verdadeira empatia não está em fechar os olhos para essas práticas. Está em buscar soluções para quem deseja regularizar sua situação e, ao mesmo tempo, assegurar que os direitos daqueles que cumprem suas obrigações sejam preservados.

Em uma cidade que busca avançar e melhorar seus serviços, a responsabilidade precisa ser compartilhada. Ser firme diante de irregularidades é uma obrigação. E fazer isso sem abrir mão do diálogo e da orientação é o caminho para construir uma relação mais equilibrada, transparente e baseada na confiança. Afinal, a preservação de um serviço essencial depende do compromisso de todos.

Juntos, por Marília, para Marília.

***

Eng° Julio F Neves

Superintendente Comercial e de Comunicação

RIC Ambiental – Água e Esgoto do Marília S.A.





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