Poucas semanas após levantar R$ 300 milhões para seu Fiagro de crédito (SNAG11), a Suno voltou ao mercado com uma oferta de R$ 120 milhões para dobrar o tamanho do SNFZ11, o fundo de terras da casa fundada por Tiago Reis.
Os recursos serão usados para financiar a aquisição de três fazendas em Mato Grosso, anunciadas pelo SNFZ11 nesta quarta-feira: duas em Nova Lacerda e uma no município de Chapada dos Guimarães. Juntas, as propriedades adicionam 2,2 mil hectares agricultáveis ao portfólio.
A aquisição do pacote de três fazendas saiu por 950 sacas de soja por hectare útil, em uma transação que será paga em dez anos.
O desembolso exato depende da cotação da soja na região de Canarana (MG) em cada parcela anual. Atualmente, a saca está em R$ 102, de acordo com dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). Nesses níveis, a transação sairia por R$ 215 milhões.
Com as novas fazendas, o fundo de terras passará a contar com 3,8 mil hectares, totalizando seis propriedades. Além das ativos recém-adquiridos, o SNFZ11 possui duas fazendas em Paranatinga e uma em Gaúcha do Norte, ambas no estado de Mato Grosso.
Paralelamente à aquisição das três fazendas anunciadas nesta quarta-feira, a Suno assinou um contrato de arrendamento de 15 anos com a Jequitibá, que vai operar as três fazendas. A companhia agrícola, controlada pelo empresário João Caetano Mello, já é a operadora das demais propriedades que compõem o fundo.
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Como é habitual nas ofertas realizadas pela Suno, o follow-on conta com um âncora. Um investidor institucional garantiu metade de oferta, apurou The AgriBiz. Ao todo, o SNFZ11 vai emitir mais de 12 milhões de novas cotas, com preço de emissão de R$ 10,20 por cota. Hoje, o fundo conta com mais de 13 mil cotistas.
O fundo tem um dividend yield anualizado de 13,04%. No curto prazo, o rendimento é inferior à Selic em razão da estrutura de receita do fundo, que mistura o arrendamento de terras com os juros de CRAs emitidos pela Jequitibá.
A tese do fundo é que, no longo prazo, o rendimento ficará maior com a valorização imobiliária das fazendas, compensando os dividendos mensais mais magros. Para isso, a Suno precisa acertar no preço de compra.





