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SLC produz mais soja, mas chuva atrapalha vendas no 1º tri

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A SLC Agrícola reportou na noite desta quarta-feira um trimestre com receita menor, num efeito que se estendeu pelo balanço, culminando numa queda de 54% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado. A culpa foi da chuva, explicou Ivo Brum, CFO da companhia.

“A companhia atrasou um pouco o plantio da soja e a colheita foi tumultuada, atrasou com a chuva. Isso acabou atrasando os embarques. Mas já está contratado, vai aparecer nos próximos trimestres”, afirmou o executivo.

Caso a chuva não tivesse atrapalhado os embarques, a SLC teria mantido o nível de faturamento do primeiro trimestre de 2025, ou seja, compensado a perda de R$ 150 milhões no faturamento da soja nos três primeiros meses deste ano.

Num prognóstico positivo para o futuro, a SLC teve uma produção recorde de soja na safra 2025/26, chegando a 69 sacas por hectare (duas a mais do que a companhia projetava inicialmente).

“Ficamos 12% acima da média nacional”, ressaltou Brum.

O aumento de produtividade foi acompanhado por um incremento de área. No ano passado, a SLC plantou 424 mil hectares, 50 mil a mais do que no ano anterior, refletindo as aquisições de terras realizadas em 2025, especialmente a da Sierentz, no caso da soja.

O trimestre também foi marcado por uma piora no resultado financeiro, em função do maior endividamento da companhia e do impacto dos juros, e por um aumento nas despesas gerais e administrativas. O lucro líquido caiu 53%, para R$ 236 milhões no primeiro trimestre.

Preços

No primeiro trimestre, a SLC já tem 75% da soja (commodity) hedgeada, a ser vendida principalmente para as tradings, com um preço de US$ 11 por bushel. Um avanço em relação à média de US$ 10,50 para os contratos no início do ano.

De lá para cá, houve um aumento de preços em função da guerra e os preços atualmente estão próximos de US$ 12 por bushel. Dessa forma, a SLC fechou o primeiro trimestre com 8% da soja da próxima safra fixada a um preço de US$ 11,82 por bushel.

O aumento de preços gerado pela guerra também chegou ao algodão, um fator que tem feito a companhia acelerar as vendas da pluma neste primeiro semestre, segundo o CFO.

“A gente acelerou [as vendas] desse ano e vamos também acelerar a do ano que vem. O preço atual permite acelerar isso. Como a gente sabe que o aumento do poliéster é ocasionado em função da guerra, comprando fertilizante caro eu tenho de acelerar as vendas para não perder a correlação”, disse Brum.

Mais de um terço da produção de algodão da safra 2026/27 já está fixada, a um preço de 77,41 centavos de dólar por libra-peso. Em perspectiva, o preço é 5% maior do que a companhia conseguiu travar nas safras 2025/26 e 2024/25.

“Acima de 70 centavos de dólar por libra-peso é muito positivo para a companhia”, explicou Brum.

Insumos

No primeiro trimestre, a SLC já tem 85% do potássio comprado para a safra 2026/27, 100% do fosfatado e 74,3% dos defensivos.

Na rotina de visita às fazendas, a companhia faz um mapeamento detalhado neste início de ano sobre a saúde do solo, o que pode fazer com que a SLC não precise comprar os 15% restantes de potássio, admitiu Brum.

Para o nitrogênio — que a companhia ainda não comprou nada — o CFO explicou que há uma necessidade do insumo apenas para aplicação a partir de dezembro, o que dá à empresa um horizonte até outubro e novembro para fazer as compras.

“Vamos usar todo esse período para ver como fica a situação. Hoje, o aumento de preços é de 60% em relação ao ano passado, mas cada semana tem uma novidade”, afirmou.



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