Após completar um ano do início das ações de atendimento habitacional do Governo de São Paulo para reassentamento voluntário de famílias da Favela do Moinho, o investimento estadual já soma R$ 128,5 milhões até o momento. O cálculo é da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado, que já concluiu 96% das mudanças previstas no local.
Somente para aquisição de imóveis, o Estado aportou R$ 99,3 milhões até o momento. Pelo acordo firmado com o Ministério das Cidades, a gestão comandada pelo governador Tarcísio de Freitas deveria pagar R$ 70 mil por unidade habitacional, totalizando R$ 59,5 milhões. Ou seja, o investimento já feito pelo Estado é 67% maior do que a previsão inicial.
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“O mais importante é o resgate dessas famílias. Nós fizemos um adiantamento dos recursos dentro dessa parceria. Nós temos um crédito com o Governo Federal de adiantamentos que fizemos para que a operação fosse mais rápida e tivesse solução de continuidade”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco.
“Como o Governo Federal tem uma certa dificuldade para adquirir os imóveis, para operacionalizar com a Caixa, o Governo do Estado se adiantou adquirindo essas unidades e agora estamos fazendo um acerto financeiro”, acrescentou.
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A CDHU está quitando os imóveis e enviando documentações para que a Caixa Econômica Federal faça o ressarcimento dos valores devidos. Até o momento, 38 imóveis foram ressarcidos pela instituição federal, com valores de R$ 6,6 milhões. O banco ainda vai ressarcir R$ 83 milhões ao Estado.
Para completar os R$ 128 milhões aportados pelo Estado, R$ 29 milhões foram aplicados pelo governo paulista no trabalho das equipes sociais, de engenharia e no pagamento de auxílio-moradia às famílias que ainda aguardam o acesso às moradias definitivas.





