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Adapar credencia empresa para destinação de carcaças e reforça controle sanitário Agrimidia

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) oficializou, em 16 de abril de 2026, o primeiro credenciamento de uma empresa autorizada a realizar o recolhimento, transporte, processamento e destinação de carcaças de animais e resíduos da produção pecuária no estado. A iniciativa marca um avanço na estruturação de soluções reguladas para o manejo desses materiais, historicamente tratados dentro das próprias propriedades rurais.

A empresa credenciada é a A&R Nutrição Animal, sediada em Nova Aurora, no Oeste paranaense. O credenciamento foi formalizado com base na Portaria nº 012/2026 e possui validade de três anos, podendo ser renovado mediante cumprimento das exigências legais.

A medida atende a uma demanda antiga do setor, ao criar uma alternativa oficial para o descarte de animais mortos, com rastreabilidade e controle sanitário. A empresa está autorizada, inicialmente, a atuar com suínos, com possibilidade de expansão futura para outras cadeias produtivas.

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Segundo a Adapar, o processo envolve a coleta das carcaças nas propriedades, transporte em veículos credenciados e processamento industrial. Os subprodutos gerados têm destinação específica: o óleo pode ser utilizado na produção de biocombustíveis e insumos industriais, enquanto a farinha resultante é direcionada à fabricação de fertilizantes. A legislação, no entanto, proíbe o uso desses materiais na alimentação animal ou humana.

Apesar da nova alternativa, o órgão reforça que a compostagem dentro das propriedades continua sendo a prática mais recomendada, especialmente por reduzir riscos sanitários. O acesso de empresas externas às granjas exige rigoroso controle de biosseguridade, com restrição de entrada em áreas limpas para evitar contaminação cruzada.

A regulamentação também estabelece limites claros: é proibido o recolhimento de carcaças provenientes de outros estados, e toda a operação deve seguir critérios de rastreabilidade definidos pela Adapar. Em casos de suspeita de doenças de notificação obrigatória, o recolhimento pode ser suspenso, dependendo de autorização do órgão.

A iniciativa reforça o papel do controle sanitário na suinocultura e na pecuária paranaense, ao mesmo tempo em que abre espaço para novos modelos de gestão de resíduos, com potencial de geração de valor e alinhamento a práticas sustentáveis no agronegócio.

Referência: GOV PR



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