Serviço de Acolhimento em Famílias Acolhedoras permite que a criança ou o adolescente sejam recebidos por uma família cadastrada e capacitada, garantindo um ambiente de afeto, rotina e atenção individualizada enquanto sua situação jurídica é resolvida
A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) participou nesta terça-feira (27) em Macatuba do 1º Seminário Regional A-COR-DAR SP, com o tema Família Acolhedora, realizado pela Organização da Sociedade Civil (OSC) LAV Bariri – Lar, Amor e Vida. O evento contou com o apoio institucional das Divisões Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social (DRADS) de Avaré, Bauru, Botucatu, Itapeva e Marília.
O seminário proporcionou um momento dedicado ao aprendizado, debate, compartilhamento de vivências e fortalecimento de ações voltadas ao Serviço de Acolhimento em Famílias Acolhedoras (SFA). Ao longo da programação, foram debatidos temas relacionados à implementação, regionalização, financiamento e sustentabilidade do serviço, reunindo gestores municipais, profissionais da rede de proteção, representantes do Sistema de Justiça e demais interessados na temática do acolhimento familiar.
Alternativa ao acolhimento institucional feito em abrigos, o SFA permite que a criança ou o adolescente sejam recebidos temporariamente por uma família cadastrada e capacitada, garantindo um ambiente de afeto, rotina e atenção individualizada enquanto sua situação jurídica é resolvida.
Para especialistas da Assistência Social, o impacto dessa prática no desenvolvimento emocional e cognitivo é profundo. “Ao vivenciar o cotidiano de um lar, a criança mantém uma referência estável de cuidado, o que reduz o efeito das situações de desproteção social ou violência sofridas anteriormente”, explica o coordenador de Proteção Social Especial da SEDS, Thiago Bezerra, um dos representantes da pasta no evento. “No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prioriza o acolhimento familiar em relação ao institucional, mas a modalidade ainda enfrenta o desafio de expandir seu alcance e atrair novas famílias interessadas”, acrescenta.
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O SFA, também chamado de Família Acolhedora, é essencialmente temporário: a família cumpre o papel de transição e apoio, preparando a criança ou adolescente para o retorno à família de origem ou, quando isso não é possível, para o encaminhamento a uma família adotiva. Essa convivência temporária e planejada é acompanhada de perto por equipes técnicas de referência, que dão o suporte necessário para que o vínculo seja saudável do início ao fim.
“Nosso grande desafio no território é informar e sensibilizar a população sobre o acolhimento temporário. Queremos encorajar mais famílias a abrirem as portas para transformar vidas”, ressalta a outra representante da SEDS no evento, a coordenadora de Articulação Regional, Fernanda Varandas.
O SFA é gerido diretamente pelos municípios, por meio do órgão gestor da Assistência Social ou por OSCs selecionadas por chamamento público e financiadas com recursos públicos. Em 2026, os municípios paulistas já alocaram mais de R$ 1,1 milhão em recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) para o cofinanciamento do serviço, conforme informações registradas no Plano Municipal de Assistência Social (PMAS).





