O Brasil alcançou a marca de 700 novos mercados abertos para produtos agropecuários em 99 destinos desde o início de 2023. O número foi atingido na terça-feira (13), com a autorização dos Emirados Árabes Unidos para as exportações brasileiras de pescado extrativo e de cultivo, e anunciado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em 2025, o país árabe importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para proteínas animais, produtos do complexo sucroalcooleiro e produtos florestais.
No anúncio, André de Paula agradeceu ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) pela parceria na abertura de mercados. Ele destacou que o mercado de número 700 é do setor de pescado, com o qual tem trajetória profissional. “Quis o destino que eu, que fui o primeiro ministro da Pesca e Aquicultura desse governo, celebrasse o anúncio do mercado de número 700 com a abertura de um mercado para pescados”, disse.
O ministro ressaltou ainda o trabalho dos adidos agrícolas no exterior, que acompanham as exigências dos países importadores, mantêm diálogo com autoridades locais e apoiam negociações para ampliar o acesso dos produtos nacionais. Na atual gestão, os postos de adidos passaram de 29 para 40, aumento de cerca de 38%. Das 700 aberturas, 260 ocorreram em países que contam com adidos brasileiros. Sobre a China, André de Paula disse que, no governo do presidente Lula, o país comprou mais de US$ 55 bilhões do agro brasileiro, três vezes mais que os Estados Unidos.
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Alckmin lembrou que, há cerca de seis décadas, o Brasil dependia da importação de alimentos e afirmou que a expansão das exportações contribui para a geração de emprego e renda, o crescimento das empresas e o desenvolvimento econômico. Para ele, a abertura de mercados depende do trabalho integrado das áreas de defesa sanitária animal e vegetal, da diplomacia e dos setores responsáveis pela qualidade dos produtos.
O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Rafael Requião, destacou que cada abertura representa uma nova oportunidade para o setor produtivo. “Desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 700 aberturas de mercado em quase 100 países. Cada abertura significa que a autoridade sanitária de outro país autorizou a entrada de um produto agropecuário brasileiro. Em média, é uma nova oportunidade para nossos produtores a cada dois dias. Uma em cada cinco aberturas contempla produtos não tradicionais. Seguiremos rumo a mais destinos, mais produtos e mais empresas exportadoras”, afirmou.
Destinos e produtos
Entre 2023 e outubro de 2026, o México liderou o número de aberturas, com 28. Coreia do Sul e Etiópia registraram 22 cada, seguidas pela Arábia Saudita, com 21, e pela Rússia, com 20.
As aberturas contemplaram produtos tradicionais da pauta e itens com potencial de diversificação, como sorgo e gergelim para a China; farinha de aves para a Indonésia; carne bovina para o Vietnã e o México; carne suína para o México e a República Dominicana; algodão para o Egito; abacate Hass para o Japão; uvas frescas para a China; miúdos bovinos para a Indonésia; miúdos de frango, carne de peru e de pato para a China; cítricos para a Índia; e mel para a Turquia. Entre os produtos menos tradicionais estão guaraná em pó para a Malásia, erva-mate para a Rússia, farelo de mandioca para a Austrália, flores para a Arábia Saudita, fibra de coco para os Estados Unidos e tilápia para o Peru.
Exportações em 2026
De janeiro a setembro de 2026, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 133,60 bilhões, segundo o sistema Agrostat. A China foi o principal destino, com US$ 44,06 bilhões, seguida pela União Europeia (US$ 20,20 bilhões), pelos Estados Unidos (US$ 7,98 bilhões), pela Turquia (US$ 3,48 bilhões) e pela Índia (US$ 3,23 bilhões). Os demais destinos responderam por US$ 54,64 bilhões. O complexo soja liderou as vendas externas, seguido por carnes, produtos florestais, café e complexo sucroalcooleiro. Entre os estados, Mato Grosso teve o maior valor exportado, seguido por São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)





