Um ano e meio depois, a Anatel aprovou o pedido de ampliação do acordo de RAN Sharing e compartilhamento de rede no modleo de single grid entre Vivo e TIM. O voto-vista do conselheiro Edson Holanda costurou os termos finais da aprovação, alterando os termos trazidos originalmente pelo ex-conselheiro Vicente Aquino, relator original.
O pedido das empresas alterava o acordo aprovado pela Anatel em 2020 e tinha algumas camadas. A primeira delas era a ampliação do compartilhamento da rede 2G em 2.049 municípios. Nesse caso, a Anatel aprovou o pedido até 31 de dezembro de 2030, desde que sem cláusulas de exclusividade. A proposta de Edson Holanda, por outro lado, permite que as empresas façam ajustes na cobertura legada, desde que preservadas as obrigações gerais de qualidade, continuidade e adequação.
O contrato de single grid para a rede 4G também passou por análise. Nesse caso, a decisão da Anatel foi aprovar apenas a expansão do acordo originalmente proposto, que previa mais 265 novos municípios, até 4 de maio de 2030, mas nesse caso há uma condicionante: onde as empresas já tiverem infraestrutura e participação de mercado acima de 5%, a rede própria não pode ser desativada.
A TIM e a Vivo solicitaram ainda a ampliação deste acordo de compartilhamento para mais 407 municípios, mas nesse caso não houve a aprovação da Anatel, justamente pela ausência de análise concorrencial.
O conselho diretor da Anatel derrubou o veto dado pelo ex-conselheiro Vicente Aquino ao compartilhamento de rede nas faixas de 2,3 GHz e 3,5 GHz. Mas explicitou que Ran Sharing nas faixas terá de ser pedido novamente para ser apreciado. Anatel também reforçou que TIM e Vivo não podem ter exclusividade de compartilhamento de rede.





