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“Preservar tem que compensar”, defende Flávio Bolsonaro

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Criar mecanismos de incentivo econômico à preservação ambiental é uma das propostas do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o agronegócio.

Caso seja eleito, Flávio Bolsonaro quer desenvolver “instrumentos capazes de remunerar produtores, comunidades e proprietários rurais que conservam a vegetação nativa, recuperam áreas degradadas e protegem os recursos hídricos”.

“O produtor que preserva e cumpre a legislação ambiental deve ser reconhecido como parceiro da conservação, não como suspeito. O uso responsável e sustentável dos recursos naturais será garantido com segurança jurídica e respeito às peculiaridades de cada região”, respondeu Bolsonaro a uma pergunta enviada por The AgriBiz sobre quais são as suas propostas para minimizar os impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos.

A reportagem questionou os principais candidatos à Presidência sobre tópicos como crédito, seguro rural, geopolítica e mudanças climáticas. Também responderam Luiz Inácio Lula da Silva e Ronaldo Caiado.

Pelo candidato do PL, também foram citadas a expansão do seguro rural e o aumento da capacidade de armazenagem como propostas de governo. “A capacidade de armazenamento das safras será ampliada para garantir melhores preços ao produtor e oferta contínua à população.”

Na questão relacionada ao crédito, Bolsonaro disse que, se eleito, vai “criar ferramentas de securitização e reorganização das dívidas do setor, dando ao produtor o horizonte de mais de um ano de que ele precisa para se planejar”.

No campo externo, o candidato promete buscar “soluções diplomáticas eficazes diante de sanções dos Estados Unidos, da China e da Europa aos produtos nacionais”, e atuar para reduzir a dependência internacional de fertilizantes a partir de maior apoio à produção nacional.

Valorização do setor

Na resposta às perguntas encaminhadas por The AgriBiz, Bolsonaro disse que, caso seja eleito, “o agro voltará a ser valorizado e tratado com a real importância que tem”.

O candidato do PL atacou uma recente fala de Lula de que o agro deveria ser mais grato a ele pela quantidade de recursos que destinou ao setor.

“Um setor pujante, com papel estratégico na segurança alimentar, na geração de empregos, nas exportações e no desenvolvimento regional, é tratado com desdém pelo atual presidente, como ficou evidente quando disse que o agro deveria ‘se ajoelhar’ diante dele.”

“Essa postura só reforça a evidente rejeição do governo diante dos atuais desafios a serem enfrentados, como o endividamento, os custos de produção e a insegurança comercial”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre o maior problema enfrentado pelo setor, ele disparou: “É justamente o governo Lula, que sempre menosprezou o protagonismo do agronegócio brasileiro”.

Leia, a seguir, a íntegra das respostas encaminhadas pela assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro ao The AgriBiz:

“O maior problema enfrentado pelo setor do agro atualmente é justamente o governo Lula, que sempre menosprezou o protagonismo do agronegócio brasileiro, mesmo diante do que o setor representa não só para a economia nacional, mas também perante as principais potências mundiais.

Um setor pujante, com papel estratégico na segurança alimentar, na geração de empregos, nas exportações e no desenvolvimento regional, é tratado com desdém pelo atual presidente, como ficou evidente nos últimos dias, quando Lula disse que o agro deveria “se ajoelhar” diante dele.

Essa postura só reforça a evidente rejeição do governo diante dos atuais desafios a serem enfrentados, como o endividamento, os custos de produção e a insegurança comercial.

No governo de Flávio Bolsonaro, o agro voltará a ser valorizado e tratado com a real importância que tem para garantir a nossa segurança alimentar. É o agro que alimenta o Brasil e boa parte do mundo. Para seguir cumprindo esse papel, o setor precisa de mais previsibilidade para produzir. 

Quando presidente, Flávio vai ampliar o Seguro Rural e criar ferramentas de securitização e reorganização das dívidas do setor, dando ao produtor o horizonte de mais de um ano de que ele precisa para se planejar. A capacidade de armazenamento das safras será ampliada para garantir melhores preços ao produtor e oferta contínua à população, além da busca por soluções diplomáticas eficazes diante de sanções dos Estados Unidos, da China e da Europa aos produtos nacionais.

A gestão federal de Flávio Bolsonaro também atuará para reduzir a dependência internacional com apoio à produção nacional de fertilizantes, aproveitando as reservas de minerais que o país possui, como potássio e fosfato, para que o campo brasileiro produza com mais autonomia e a mesa do brasileiro fique mais protegida. Atualmente, o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes que utiliza, e essa dependência fragiliza o produtor e pressiona o preço dos alimentos.

Na questão relacionada aos desafios ambientais, serão criados mecanismos de incentivo econômico à preservação, ampliando o pagamento por serviços ambientais e desenvolvendo instrumentos capazes de remunerar produtores, comunidades e proprietários rurais que conservam a vegetação nativa, recuperam áreas degradadas e protegem os recursos hídricos.

O produtor que preserva e cumpre a legislação ambiental deve ser reconhecido como parceiro da conservação, não como suspeito. O uso responsável e sustentável dos recursos naturais será garantido com segurança jurídica e respeito às peculiaridades de cada região. Tecnologia, assistência técnica, capacitação e crédito serão os instrumentos que transformam conservação em desenvolvimento e renda. Preservar tem que compensar para quem preserva.”



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