Marília – O estudante Rafael Queirole, do primeiro ano do curso de Ciência da Computação da Unimar (Universidade de Marília) participou da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) 2026.
Iniciativa da SBC (Sociedade Brasileira de Computação), a competição está na 28ª edição e a organização é do Instituto de Computação da Unicamp.
A segunda fase aconteceu nos dias 20 e 21 de agosto e Rafael aguarda resultado preliminar, que deve sair em dia 31 de agosto. Vale vaga para a terceira e última fase, de abrangência nacional, cuja prova da modalidade Programação, que deve ser em 3 de outubro.
O objetivo é despertar o interesse pela Ciência da Computação por meio de desafios que envolvem raciocínio, criatividade, lógica e programação. A competição éindividual e reúne estudantes de diferentes níveis de ensino de todo o país.
Na modalidade Programação, os participantes realizam as provas no computador e solucionam problemas em linguagens como Python, C, C++ ou Java. Além disso, a competição contempla estudantes do primeiro ano do Ensino Superior, inseridos no Nível Sênior da modalidade.
Oportunidades
Rafael decidiu participar para aproveitar ao máximo as oportunidades durante a graduação e descobrir as áreas com as quais possui maior afinidade.
“Desde que entrei na Universidade, estou tentando participar de bastante eventos justamente para aproveitar e entender do que gosto dentro da área. Já participamos de outros eventos de maratona de programação e, como me interessei e percebi que é algo com que tenho certa facilidade, decidi tentar.”.
Para ele, mais do que avançar na competição, é uma oportunidade de testar os próprios conhecimentos e perceber sua evolução na programação.
“A sensação de passar para a segunda fase é muito boa. É legal competir, treinar e se provar, de certa forma, porque você consegue se desafiar. E quem sabe avançar para a terceira fase e conseguir uma premiação ou uma medalha”, destaca.
A classificação também ganha relevância diante dos critérios da própria competição. Na modalidade Programação, a seleção para a Fase Estadual considera tanto o desempenho tanto em cada instituição quanto a classificação na primeira etapa.
Currículo
Além da experiência acadêmica, Rafael enxerga na Olimpíada uma preparação importante para o mercado de trabalho. Segundo o estudante, o tipo de raciocínio exigido pelos desafios também está presente em avaliações técnicas por empresas.
“Acredito que agrega bastante, principalmente para o currículo. Muitos desses exercícios aparecem em processos seletivos técnicos de algumas empresas. Então, isso acaba me preparando melhor e faz com buscar mais formas de resolver problemas de programação, treinar e me tornar um profissional mais capacitado”, afirma.
Antes da segunda etapa, Rafael contou que os dias de preparação envolveraam estudos, prática e também momentos de descanso. “Claro que tem estudo, mas também um pouco de descanso, porque não dá para chegar muito estressado para fazer a prova”, brincou.
O coordenador dos cursos de Tecnologia da Informação da Unimar, Caio Saraiva Coneglian, destaca o orgulho em ver acadêmico conquistarespaço em uma competição tão importante.
“O Rafael demonstra o perfil que buscamos estimular em nossos estudantes, que é a curiosidade, iniciativa, dedicação e vontade de ir além da sala de aula. Essas experiências contribuem diretamente para o desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade de resolução de problemas e da preparação para os desafios do mercado de tecnologia. A participação dele também inspira outros acadêmicos a aproveitarem as oportunidades, testarem seus conhecimentos e acreditarem no próprio potencial”, destaca.





