O São Paulo sofreu com os mesmos erros e perdeu de virada para o Grêmio por 2 a 1 na tarde do último sábado, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe viu o mesmo roteiro dos últimos jogos se repetir: construiu uma vantagem importante no primeiro tempo, mas voltou desligado para para a etapa final e levou a virada. Para além disso, o que mais chama a atenção é que o Tricolor teve quase duas semanas para se preparar para o confronto, e pareceu evoluir muito pouco.
Já eliminado da Copa do Brasil e sem compromissos pelos playoffs da Copa Sul-Americana, o São Paulo teve nove dias de atividades para o confronto diante do Grêmio. Enquanto isso, o time gaúcho disputou três partidas no período. A principal decepção em relação ao resultado está aí. O time tricolor teve tempo para trabalhar, mas cometeu as mesmas falhas e não conseguiu segurar o resultado novamente, assim como aconteceu contra o Athletico-PR.
Como foi o jogo?
O técnico Dorival Júnior perdeu um jogador importante para o confronto deste sábado. Artur sentiu dores ao longo da semana e foi preservado pela comissão técnica. O São Paulo manteve a base da escalação que foi a campo no empate em 1 a 1 contra o Flamengo, na última rodada, mas contou com a entrada de Ferreira na vaga de Artur, invertendo as pontas. Quatro reforços para o jogo, Bobadilla, Domingos Duarte, Iago e Newton começaram no banco.
O duelo começou com as duas equipes procurando a melhor forma de jogar. O São Paulo pressionou a saída de bola do Grêmio e chegou a recuperar algumas bolas na intermediária, mas não conseguiu aproveitá-las. Já defensivamente, começou o jogo um tanto desatento, cedendo espaços para o time rival conduzir a bola, principalmente do meio para frente. Houve um equilíbrio grande nos primeiros 10 minutos, com a posse bem dividida.
A primeira grande chance do São Paulo saiu aos 13 minutos, em uma boa troca de passes após uma roubada de bola de Wendell. Em transição rápida, o Tricolor se mostrou capaz de agredir o Grêmio, encontrando espaço em contra-ataques. O panorama da partida, entretanto, mudou pouco. O time gaúcho seguiu com a posse, mas passou a pisar mais no campo de ataque. Com isso, o São Paulo foi recuando suas linhas e ficando mais desconfortável.
Assim como o Grêmio, o São Paulo oscilou em muitos momentos ao longo da partida. O Tricolor paulista encontrou dificuldades para se defender, sobretudo no meio-campo, dando muito espaço e falhando no combate aos meias e atacantes do rival gaúcho. Em contrapartida, a equipe de Dorival Júnior também pareceu ameaçar o Grêmio quando teve mais o controle da posse, roubando a bola em situações perigosas e em contra-ataques. No geral, faltou mais organização ao time nos três setores do campo, principalmente no meio, com os volantes e meias apagados.
A reta final do primeiro tempo pegou fogo. O Grêmio ficou muito próximo de abrir o placar em uma falha de Arboleda, mas Rafael fez milagre e evitou o gol. O empate parecia se encaminhar ao intervalo, mas o São Paulo fez o que fez de melhor no primeiro tempo: recuperou a bola no meio-campo e aproveitou a forte presença ofensiva pelo lado esquerdo para abrir o placar. Em uma boa trama de aproximação (uma das qualidades do time de Dorival Júnior), Pablo Maia recuperou, Wendell tocou para Luciano, Luciano cruzou rasteiro e Marcos Antonio completou para o gol. Em suma, foi um jogo bastante aberto, mas apesar de não jogar bem, foi o Tricolor paulista quem largou na frente.
Segundo tempo
O São Paulo voltou sem mudanças para o segundo tempo. Contudo, um cenário desastroso aconteceu logo nos primeiros minutos. De forma geral, a defesa tricolor sofreu um apagão na bola aérea. Os jogadores do Grêmio fizeram o que quiseram e organizaram uma sequência de cabeceios, que terminou com Wallace, sozinho na pequena área, completando para o fundo das redes.
O setor defensivo foi um dos problemas do São Paulo no primeiro tempo, com muita passividade na marcação, o que seguiu na etapa final. Apesar disso, depois de sofrer o gol, a equipe não se desesperou totalmente. O Tricolor paulista conseguiu voltar para o jogo e equilibrar a partida novamente, mas também não teve muito volume ofensivo, com apenas uma boa chance desperdiçada por Calleri. Fato é que foi um jogo abaixo tecnicamente das duas equipes, com muitos erros de fundamentos básicos.
As duas primeiras mexidas do São Paulo vieram apenas aos 25 minutos da segunda etapa. Bobadilla substituiu Danielzinho, enquanto Ferreira deu lugar a Cauly, que voltou a ganhar minutos. Com isso, o São Paulo se organizou com dois atacantes. Cauly entrou para jogar por dentro, diferente de Ferreira, que atacava pelas pontas. As mudanças também permitiram que Wendell atuasse mais aberto, oferecendo maior presença ofensiva ao time e dando indícios de que Dorival queria a vitória. Antes mesmo de sofrer o gol da virada, André Silva entrou no lugar de Calleri, o que foi uma troca questionável.
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Assim como no primeiro tempo, o duelo ficou muito aberto, apesar de mais picotado devido ao número de faltas marcadas. Além disso, as alterações da comissão técnica são-paulina surtiram pouco efeito. Até os 40 minutos, a partida parecia encaminhar-se para o empate. Contudo, Lucas Ramon fez falta em Amuzu na entrada da área. E como tudo parece dar errado para o São Paulo, Pavón cobrou a falta, a barreira abriu com André Silva se virando de costas, e a virada aconteceu, mais uma vez, em dois erros de bola parada da equipe tricolor.
A partir daí, o São Paulo partiu para o desespero. Victor Sá e até mesmo o jovem Gustavo Santana saíram do banco e entraram para a equipe tentar buscar o empate. O Tricolor até criou duas grandes oportunidades, uma com Arboleda e outra com Bobadilla, mas ambas foram defendidas por Weverton. Como reconhecido por Dorival Júnior, o time tem encontrado muitas dificuldades para segurar os resultados conquistados, e isso não foi diferente no último sábado. A frustração de não quebrar o longo jejum no Brasileiro parece ser um peso grande nos ombros dos atletas.
O São Paulo entende o momento difícil, vide a entrevista pós-jogo de Marcos Antonio e a coletiva de Dorival. Contudo, enquanto não parar de cometer os mesmos erros, não conseguirá findar o duradouro jejum. Não basta abrir o placar, é necessário ter organização defensiva para mantê-lo. A incapacidade de colocar bolas na rede também preocupa, claro. O Tricolor precisa criar o senso de urgência necessário para sair da situação incômoda no Brasileiro, ou correrá o sério risco de brigar contra o rebaixamento na sequência do torneio.
Situação na tabela
Com o resultado, o São Paulo chegou ao oitavo jogo de jejum no Campeonato Brasileiro, amargando a quinta derrota, além de três empates. O Tricolor paulista se manteve na 12ª colocação, com 26 pontos, mas ainda pode perder posições a depender dos resultados da rodada.
Fim de jogo #GRExSPFC (2-1)
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— São Paulo FC (@SaoPauloFC) August 8, 2026
Próximos jogos do São Paulo
Bolívar x São Paulo (jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana)
Data e horário: 11/08 (terça-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz (Bolívia)
São Paulo x Coritiba (23ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data e horário: 15/08 (sábado), às 21h (de Brasília)
Local: Morumbis, em São Paulo (SP)





