Marília – Uma prática que um grupo de amigos lançou durante a Pandemia de Covid em Marília cria uma tradição de longas caminhadas semanais e roteiros pela zona rural da cidade,
Além disso, espalha exemplos de convivência e qualidade de vida com o Ashi-Tur, nome que deram ao projeto que inovou amizades de muitos anos
O nome traduz o objetivo: Ashí, palavra japonesa para “pé” e Tur, de turismo mesmo -. Começou com as restrições aos encontros do grupo, que há muitos anos tem reuniões semanais de lazer e até viagens.
Sem poder promover os eventos durante a pandemia, começaram a sair para caminhadas, com algum distanciamento entre eles. A zona rural virou opção por permitir os roteiros longos e sem trânsito de veículos, além do ar livre e campo.

Quase seis anos depois, na última quarta-feira, eles fizeram mais um roteiro e, inclusive, descobriram trilha de cicloturismo que alguns nem conheciam. Foram da região do aeroporto ao distrito de Dirceu e depois a um pesqueiro, onde almoçaram.
“Foi muito bom ver a água do Ribeirão Cincinatin a(perto de Dirceu) bem clarinha – ano passado estava preta, mas com um pouco de cheiro ruim ainda”, conta Sérgio Narazaki, um dos participantes.
Quase 20 pessoas, todas na faixa de idade 60+, participa com direito até a estruturas como tendas para proteger do sol nas paradas. Além disso, fazem churrasco em roteiros que não incluem restaurantes no final.
A regra geral é simples: pode participar quem quiser, mas com duas regras básicas. “Já caminhamos por quase todas as estradas rurais de Marília. Os amigos convidam os amigos, todos podem participar. Só têm que entender que é tudo simples e de muito companheirismo.”
Além disso, é preciso disposição. O grupo caminha entre oito e dez quilômetros em cada roteiro, mesmo debaixo de sol. Interessados podem fazer contato com mensagem para o próprio Sérgio pelo telefone 14-99772-0222
Roteiros
É comum as rotas cruzarem com outros grupos, como ciclistas. O passeio de Avencas, por exemplo, foi ao mosteiro e com encerramento no distrito, com o tradicional pão com ovo.
Também houve roteiro da Fundação Casa até o distrito de Avencas, com direito a churrasco. Outroas rotas incluem caminhadas até o rio Tibiriçá ou até Oriente.
Sérgio destaca um passeio ‘aquático’: iniciaram percurso na ponte do Rio da Garça (saída para Ourinhos). Foram até o entroncamento com o Rio do Peixe e subiram no curso d’água e churrasco sob a ponte.
O grupo sempre foi muito ativo e unido, e antes das caminhadas, já fazia viagens a praias e pescarias. Nas viagens a Bombinhas, por exemplo, alugam o prédio inteiro e são os homens que ficam na cozinha para preparar as refeições coletivas, para a alegria das mulheres que ficam livres desses afazeres.





