O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a categoria já trabalha com um plano alternativo para o encerramento da temporada de 2026 caso a guerra no Oriente Médio impeça a realização dos Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi, previstos para fechar o campeonato.
Apesar do cenário de incerteza, o dirigente reforçou que, neste momento, as duas provas seguem confirmadas. Segundo ele, a Fórmula 1 pretende aguardar até meados de setembro antes de tomar qualquer decisão sobre possíveis alterações no calendário.
“Para nós, hoje, as corridas no Catar e em Abu Dhabi estão confirmadas. Mas, naturalmente, se a situação não evoluir da forma que esperamos até meados de setembro, teremos de tomar uma decisão. Se isso acontecer, posso confirmar que o fim da temporada será realizado na Europa”, declarou Domenicali ao site oficial da Fórmula 1 após o Grande Prêmio da Hungria.
O dirigente, no entanto, não revelou quais circuitos europeus poderiam receber as etapas finais caso as corridas no Oriente Médio sejam canceladas.
Em razão do conflito na região, a Fórmula 1 já promoveu mudanças no calendário deste ano. Os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita foram cancelados por questões de segurança, enquanto a etapa do Bahrein foi remarcada para a Malásia, com realização prevista para 4 de outubro.
A etapa da Hungria marcou a última corrida antes da pausa de meio de temporada. A competição será retomada em 23 de agosto, com o Grande Prêmio da Holanda. Na classificação do Mundial de Pilotos, Kimi Antonelli lidera com 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton.
Calendário de 2027 também tem plano alternativo
Domenicali também comentou os impactos que o conflito pode causar no calendário da próxima temporada. Segundo o italiano, a Fórmula 1 pretende divulgar normalmente o cronograma de 2027 no fim deste ano, mas já elaborou diferentes cenários caso a instabilidade no Oriente Médio persista.
O CEO explicou que a decisão definitiva só precisará ser tomada no fim do ano e afirmou que a categoria está preparada para adaptar o calendário, se necessário, mantendo a meta de realizar 24 corridas na temporada.
“Neste momento, o calendário que será divulgado no fim do ano segue um planejamento normal. Porém, se a situação no Oriente Médio continuar sem solução, temos alternativas. Ainda há bastante tempo para fazer os ajustes necessários”, afirmou.
Domenicali ressaltou, por fim, que, caso o conflito avance até 2027, a preocupação principal será a situação humanitária, e não os impactos esportivos, embora a Fórmula 1 já tenha elaborado planos de contingência para preservar a realização do campeonato.
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