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Buscas por surfista desaparecido são retomadas com reforço das equipes

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As autoridades marítimas de Portugal procuram pelo surfista britânico Arran Strong, de 27 anos, que desapareu na última segunda-feira em uma praia de Aljezur, cidade no sul do país.

O britânico desapareceu enquanto realizava uma travessia pela costa portuguesa em stand up paddle ao lado de José Maria Pyrrait, praticante espanhol que percorre o litoral do país.

Segundo informações da Capitania do Porto de Lagos, o perímetro de procura foi expandido em cerca de uma milha náutica para o sul, o equivalente a aproximadamente dois quilômetros.

O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima também foi acionado para prestar assistência aos familiares e pessoas envolvidas no caso.

Como ocorreu o desaparecimento

De acordo com o relato de José Maria Pyrrait, os dois atletas realizavam o trajeto entre a região da Zambujeira do Mar e a praia de Monte Clérigo. Durante o percurso, pararam próximo à Arrifana para beber água e tirar fotografias antes de retomarem a travessia.

Pouco depois, Pyrrait percebeu que a prancha de Arran estava à deriva no mar. A profundidade da área e a baixa visibilidade impediram que o britânico fosse localizado. Pescadores que estavam na região ajudaram imediatamente nas buscas e conseguiram recolher as pranchas dos dois esportistas.

Carreira de Arran Strong

Nascido na Espanha, o surfista morava em Portugal, o atleta competiu durante anos no circuito classificatório da World Surf League (WSL) e representou a Grã-Bretanha nos ISA World Surfing Games.

Em 2024, conquistou a 25ª colocação entre 140 participantes na competição disputada em Porto Rico. Em publicação nas redes sociais, José Maria Pyrrait descreveu a angústia vivida desde o desaparecimento e lamentou a situação do amigo.

Segundo ele, Arran é uma pessoa muito próxima da família desde a infância. O espanhol também admitiu que as chances de encontrar o surfista com vida são consideradas extremamente reduzidas após mais de dois dias de desaparecimento no mar.

O atleta convivia com deficiência de alfa-1 antitripsina, doença genética que pode provocar complicações pulmonares e hepáticas. Mesmo com o diagnóstico, construiu uma carreira ligada ao surfe de alto rendimento e tornou-se uma figura conhecida no esporte britânico.



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