A derrota por 2 a 1 para o Botafogo, nesta quinta-feira, no Nilton Santos, deixa um sentimento difícil para o torcedor do Santos. Não porque o Peixe foi dominado ou incapaz de competir. Muito pelo contrário. O Peixe fez uma de suas melhores atuações sob o comando de Cuca, criou as melhores oportunidades e esteve mais perto da vitória do que da derrota durante boa parte da partida.
Mas futebol também pune. E puniu um Santos que, mais uma vez, foi vítima dos próprios erros.
Cuca foi bem?
Poucos jogos traduziram tão bem a ideia que Cuca tenta implementar desde sua chegada.
O Santos teve posse de bola, pressionou alto em diversos momentos, conseguiu envolver um adversário que jogava diante de sua torcida e finalizou mais vezes. Rollheiser encontrou espaços entre as linhas, Barreal foi o jogador mais perigoso do ataque e Miguelito voltou a mostrar personalidade.
No segundo tempo, a equipe empurrou o Botafogo para trás.
Barreal empatou a partida, Thaciano desperdiçou uma chance inacreditável logo no início da etapa final, Rony acertou a trave e Léo Linck precisou fazer uma sequência de grandes defesas para impedir a virada santista.
Se alguém parecia mais próximo dos três pontos, era o Santos.
Erros individuais custam caro
O problema é que, quando o coletivo funciona, os erros individuais passam a chamar ainda mais atenção.
O primeiro gol nasceu de uma saída de bola equivocada da defesa santista. No último lance da partida, veio uma falha ainda mais difícil de explicar. Gabriel Brazão saiu da área para interceptar um lançamento, dividiu a bola de forma atabalhoada com Luan Peres e acabou entregando a jogada para Kadir Barría marcar o gol da vitória.
Não foi azar. Também não foi falta de criação.
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Foi um erro técnico que anulou praticamente tudo o que o Santos havia construído durante os 90 minutos.
Em um campeonato equilibrado como o Brasileiro, detalhes definem partidas. E o Peixe continua desperdiçando pontos por falhas que poderiam ser evitadas.
Há evolução, mas ainda não há tranquilidade
Apesar da derrota, seria exagero dizer que o cenário é apenas negativo.
O Santos mostrou evolução coletiva depois da pausa para a Copa do Mundo. A equipe voltou mais organizada, criou volume ofensivo, competiu fora de casa e apresentou um futebol superior ao de boa parte das últimas rodadas antes da paralisação.
O problema é que evolução sem resultado pouco altera a tabela.
Final de jogo. O Santos perde por 2 a 1. pic.twitter.com/jb4OP0DTfK
— Santos FC (@SantosFC) July 17, 2026
O Peixe segue flertando com a zona de rebaixamento e ocupa uma posição que não permite comemorações por boas atuações. Enquanto os erros individuais continuarem pesando mais do que os acertos coletivos, qualquer partida equilibrada poderá terminar como terminou no Engenhão. O caminho existe, mas precisa ser acompanhado por maturidade
Se há uma boa notícia para Cuca, ela está no desempenho. Se há um alerta, ele é ainda maior.
O Santos mostrou que tem condições de competir contra equipes da Série A, controlar o jogo e criar oportunidades suficientes para vencer. Mas também mostrou que ainda precisa amadurecer para transformar boas atuações em pontos, porque, no Nilton Santos, o Botafogo aproveitou os erros. Já o Santos desperdiçou as próprias chances.





