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defesa compromete e ataque perde chances

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O Santos deixou o Estádio Nilton Santos derrotado por 2 a 1, em uma noite que poderia ter outro roteiro. A equipe de Cuca foi competitiva, criou mais oportunidades do que o Botafogo em diversos momentos e esteve muito perto de virar a partida. No entanto, mais uma vez, erros individuais custaram caro. A defesa falhou nos dois gols sofridos, enquanto o ataque desperdiçou chances claras que poderiam ter mudado o rumo da partida.

Defesa entrega

Se o Santos deixou o Rio sem pontos, a maior parcela de culpa passa pelo sistema defensivo.

Gabriel Brazão fez boas defesas durante o jogo e evitou que o Botafogo ampliasse em diversas oportunidades, mas sua atuação acabou marcada pela saída desastrada no último lance. Ao tentar interceptar um lançamento fora da área, acabou chutando a bola em Luan Peres e deixou Kadir Barría livre para marcar o gol da vitória.

A dupla de zaga também viveu uma noite complicada. Luan Peres foi o principal destaque negativo da equipe. Errou na origem do primeiro gol ao colocar Lucas Veríssimo em dificuldade na saída de bola, quase entregou outro gol ainda no primeiro tempo e voltou a participar da trapalhada que definiu a derrota nos acréscimos.

Lucas Veríssimo também não esteve seguro. Foi desarmado no lance que originou o primeiro gol do Botafogo, sofreu com a velocidade dos atacantes adversários e ainda desperdiçou uma oportunidade clara na reta final da partida.

Nas laterais, Igor Vinícius alternou bons e maus momentos, enquanto Escobar participou da sequência de erros que culminou no primeiro gol, embora tenha crescido de produção na etapa final.

Meio-campo manteve o controle do jogo

O setor central foi, talvez, o mais consistente do Santos. Willian Arão fez uma partida segura na distribuição de jogo e ajudou a equipe a controlar a posse em vários momentos. Gustavo Henrique apresentava boa movimentação e intensidade até deixar o gramado lesionado no início do segundo tempo.

Christian Oliva entrou para manter o equilíbrio da equipe, enquanto Gabriel Bontempo deu boa dinâmica nos minutos finais e quase marcou em chute defendido por Léo Linck.

Rollheiser voltou a mostrar qualidade na construção das jogadas. Foi dele o passe preciso para Miguelito desperdiçar a principal chance santista no primeiro tempo. Apesar de cair fisicamente na etapa final, participou bem da criação ofensiva.

Ataque cria, mas desperdiça oportunidades

O setor ofensivo deixa sentimentos mistos. Barreal foi, mais uma vez, o principal jogador santista. Além do belo gol de empate, criou perigo em outras duas finalizações que exigiram boas defesas de Léo Linck e iniciou várias das melhores jogadas ofensivas da equipe.

Miguelito participou bastante do primeiro tempo, encontrou espaços entre as linhas do Botafogo, mas desperdiçou uma oportunidade cara a cara com o goleiro.

Thaciano viveu uma noite para esquecer. Logo no início da segunda etapa recebeu o rebote praticamente sem goleiro e isolou a bola, desperdiçando uma das chances mais claras do jogo.

Rony entrou bem, deu mais mobilidade ao ataque, obrigou Léo Linck a trabalhar e ainda acertou a trave nos minutos finais, muito perto de virar o placar.

Já Nadson, em sua primeira oportunidade com Cuca, mostrou personalidade. O jovem participou bastante pelos lados do campo, criou boa jogada que terminou em cabeçada de Rony e deixou boa impressão, apesar de perder a bola na origem do contra-ataque que terminou no segundo gol botafoguense.





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