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Com crianças fora da escola, cresce a procura por espaços e experiências qu…

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O recesso escolar de julho chegou e, com ele, um desafio conhecido por muitas famílias: conciliar a rotina de trabalho com os filhos cheios de energia e fora da escola. Sem conseguir tirar férias no mesmo período das crianças, muitos pais precisam recorrer às suas redes de relações ou a espaços especializados como colônias de férias e centros recreativos ou ainda profissionais como recreadores infantis para garantir diversão, aprendizado e um ambiente seguro durante o recesso.

Para os pequenos negócios, a sazonalidade também representa uma oportunidade de inovar, ampliar serviços e conquistar novos clientes. O mercado é amplo e reúne desde recreadores, escolas de esportes e oficinas artísticas até espaços voltados ao desenvolvimento infantil.

Mais do que entreter as crianças, esses empreendimentos oferecem experiências que estimulam a criatividade, a convivência e a autonomia, ao mesmo tempo em que ajudam as famílias que não contam com apoio familiar para cuidar dos filhos durante as férias.

Em Brasília (DF), o Espaço Cultural Mapati realiza colônia de férias há 36 anos. A iniciativa nasceu da história de vida da coordenadora, Tereza Padilha, que encontrou na arte uma forma de ressignificar uma perda pessoal e transformar esse sentimento em acolhimento para outras crianças. Hoje, a programação reúne teatro, circo, música, artes plásticas, culinária, jardinagem e brincadeiras.

Os pais procuram, antes de tudo, um lugar seguro, onde seus filhos sejam acolhidos, respeitados e felizes. A nossa diferença está justamente nesse olhar para cada criança. Não trabalhamos com números, mas com histórias, afeto e imaginação.

Tereza Padilha, coordenadora do Espaço Cultural Mapati

A profissionalização da gestão também fez parte dessa trajetória. Segundo Tereza, as consultorias e capacitações do Sebrae ajudaram o Mapati a estruturar melhor o negócio, diversificar as atividades e fortalecer a administração da instituição. “Não basta oferecer cultura e arte. É preciso aprender a gerir bem o negócio. O Sebrae nos ensinou a enxergar novas oportunidades e a construir uma gestão cada vez mais sólida. Para nós, ele é um parceiro fundamental para crescer e continuar inovando”, destaca.

A Casa dos Porquês, em Belo Horizonte (MG), segue a mesma proposta de unir recreação e desenvolvimento infantil. O espaço funciona durante o ano como contraturno escolar e, nas férias de julho, janeiro e dezembro, abre as portas para crianças que buscam atividades lúdicas longe das telas. Música, culinária, jardinagem, esportes, artes, programação e robótica fazem parte da programação preparada para estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional dos participantes.

Diretora Kenya Paula investe na programação lúdica para agradar as crianças | Foto: Divulgação

“Os pais querem muito mais do que um lugar para deixar os filhos. Eles procuram segurança, acolhimento e uma equipe preparada para cuidar das crianças com carinho. Aqui, tudo acontece por meio das brincadeiras e da convivência, porque é brincando que elas aprendem”, explica a diretora Kenya Paula Oliveira.

Kenya conta que o Sebrae esteve presente desde o nascimento da empresa. Foi durante um curso da instituição que ela estruturou o plano de negócios da Casa dos Porquês, inaugurada há sete anos. Atualmente, continua buscando capacitações e já planeja uma nova etapa: transformar o empreendimento em franquia.

Para quem deseja empreender nesse segmento, o Sebrae oferece cursos, consultorias e orientações sobre planejamento, gestão, inovação e desenvolvimento de negócios, apoiando empreendedores que enxergam nas férias escolares uma oportunidade de criar experiências que unem educação, lazer e cuidado para crianças e famílias.



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