Dados oficiais do sistema Infosiga, gerido pelo Detran, traçam um panorama detalhado sobre as mortes no trânsito em Marília ao longo da última década e revelam um perfil claro das vítimas.
Homens, jovens e usuários de motocicletas estão entre os mais atingidos. Os dados ganham ainda mais relevância durante o Maio Amarelo, mês de conscientização sobre segurança viária.
As estatísticas englobam óbitos decorrentes de sinistros de trânsito registrados entre 2015 e o início de 2026, contabilizando as mortes mesmo quando ocorridas em data posterior ao acidente.
O movimento Maio Amarelo busca chamar a atenção da sociedade para a importância da segurança no trânsito e da preservação da vida. Criada com o objetivo de reduzir acidentes e mortes nas vias, a campanha promove ações educativas e debates sobre a responsabilidade de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Evolução das mortes no trânsito em Marília
A evolução histórica em Marília mostra oscilações significativas ao longo dos anos.
- 2015: 43 mortes (ano mais letal da série)
- 2016: 24 mortes
- 2017: 39 mortes
- 2018: 30 mortes
- 2019: 24 mortes
- 2020: 18 mortes (menor índice do período)
- 2021: 29 mortes
- 2022: 25 mortes
- 2023: 32 mortes
- 2024: 27 mortes
- 2025: 35 mortes
- 2026: 6 mortes registradas até o momento
O número parcial de 2026, porém, deve crescer de forma expressiva. Somente um acidente na rodovia Transbrasiliana (BR-153) deixou oito mortos.
Homens representam maioria das vítimas
O levantamento também revelou uma grande disparidade de gênero nas ocorrências fatais.
- 79% das vítimas são homens
- 21% são mulheres
Entre os homens, a motocicleta aparece como o modal mais perigoso, responsável por 28% de todas as mortes no trânsito.
- acidentes envolvendo motos: 28%
- atropelamentos de pedestres: 21%
- acidentes envolvendo automóveis: 19%
- bicicletas: 4%
- caminhões: 3%
Entre as mulheres, as mortes se distribuem de forma mais homogênea:
- motociclistas: 7%
- ocupantes de automóveis: 7%
- pedestres: 6%
O levantamento ainda aponta pequenos índices em outros modais e registros sem informação.
Jovens lideram ranking de vítimas
Em relação à idade, os jovens de 20 a 24 anos formam a faixa etária mais vulnerável da população mariliense.
O grupo lidera o ranking com:
- 32 vítimas masculinas
- 12 femininas
- 1 vítima com gênero não informado
Faixas etárias com mais mortes entre homens
A letalidade entre homens adultos permanece elevada em diversas idades.
Os grupos com maior número de mortes são:
- 50 a 54 anos: 27 vítimas
- 30 a 34 anos: 26 vítimas
- 25 a 29 anos: 23 vítimas
- 55 a 59 anos: 23 vítimas
- 45 a 49 anos: 22 vítimas
- 40 a 44 anos: 19 vítimas
- 35 a 39 anos: 17 vítimas
Outras faixas registradas:
- 60 a 64 anos: 16 mortes
- 15 a 19 anos: 11 mortes
- até 14 anos: 8 mortes
- 80 anos ou mais: 8 mortes
- 65 a 69 anos: 7 mortes
- 70 a 74 anos: 7 mortes
- 75 a 79 anos: 3 mortes
- sem idade informada: 8 casos
Perfil das vítimas femininas
Entre as mulheres, a concentração de mortes também aparece em algumas faixas etárias específicas.
Depois do grupo de 20 a 24 anos, os maiores registros ocorreram entre:
- 45 a 49 anos: 8 mortes
- 40 a 44 anos: 6 mortes
- 80 anos ou mais: 6 mortes
Outras faixas femininas registradas:
- 25 a 29 anos: 5 mortes
- 35 a 39 anos: 5 mortes
- 15 a 19 anos: 4 mortes
- 50 a 54 anos: 4 mortes
- 55 a 59 anos: 4 mortes
- até 14 anos: 3 mortes
- 30 a 34 anos: 3 mortes
- 70 a 74 anos: 3 mortes
- 75 a 79 anos: 2 mortes
- sem idade informada: 2 casos
- 60 a 64 anos: 1 morte
- 65 a 69 anos: 1 morte
O levantamento também cita vítimas com gênero não especificado nas faixas de 30 a 34 anos e de 55 a 59 anos, com duas mortes em cada grupo, além de uma vítima entre 35 e 39 anos.






