O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) já aprovaram conjuntamente um apoio de R$ 10,5 bilhões para projetos de Inteligência Artificial (IA) entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2026.
Quase metade desse volume foi aprovada pelo BNDES, cerca de R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 4,1 bilhões em crédito e R$ 947 milhões em equity.
O apoio da Finep alcançou R$ 4,25 bilhões, incluindo R$ 2,5 bilhões em crédito, R$ 1,1 bilhão em fomento não reembolsável e R$ 636 milhões em subvenção.
Já a Embrapii aprovou R$ 1,2 bilhão para 632 projetos na modalidade de coinvestimento não reembolsável, “utilizando a estrutura de sua rede de instituições científicas, tecnológicas e de inovação, com mais de 90 unidades credenciadas”, explicou o BNDES.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a Inteligência Artificial é elemento estratégico no processo de neoindustrialização do País.
“A IA é uma tecnologia transversal, capaz de revolucionar setores como agricultura, indústria e serviços, aumentando a produtividade e garantindo nossa soberania tecnológica, uma necessidade econômica para tornar o País competitivo no cenário internacional”, declarou Mercadante, em nota distribuída à imprensa.
Ganhos com IA
Oito em cada dez CEOs do consumo e varejo estão confiantes em relação aos resultados financeiros no curto prazo, entre um e três anos, após a aplicação de Inteligência Artificial (IA) nos processos organizacionais. A afirmação é da pesquisa CEO Outlook de Consumo e Varejo 2025, da KPMG, que aponta que esse é um dos principais focos de investimento para 64% deles, e que 73% planejam destinar entre 10% e 20% de seus orçamentos à tecnologia nos próximos anos.
Além dos investimentos, as empresas começam a estruturar uma transformação cultural mais profunda, com a criação de redes internas de profissionais capacitados em IA, treinados na tecnologia e engajados em disseminar conhecimento, o que surge como um dos caminhos para acelerar a adoção, de acordo com o levantamento.
O estudo também mostra que 52% dos CEOs apontam o cenário geopolítico como um dos maiores desafios para os próximos três anos, reflexo de conflitos, tarifas e choques climáticos que elevam custos e riscos.
No campo do crescimento inorgânico, 77% dos executivos preveem aquisições de alto impacto, mas com abordagem mais estratégica do que transformacional. Já no campo da sustentabilidade, o tema é visto como um diferencial competitivo, com 53% afirmando alinhar a agenda sustentável à estratégia central do negócio, percentual acima da média de outros setores. Outros 78% acreditam que a tecnologia contribuirá para reduzir emissões e elevar a eficiência energética.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Daniela Amorim).
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