Marília – A renúncia da defesa na semana passada adia a sessão do júri popular que deveria acontecer nesta terça-feira 5, para tratar da morte – além de duas tentativas – no rodeio de Marília em 2024.
A Justiça, inclusive, já notificou o réu, o ex-soldado Moroni Siqueira Rosa, de que a audiência só deve acontecer em setembro. Ele está preso desde o dia em que matou Hamilton Ribeiro Filho, ou seja, terá dois anos de detenção quando for ao Júri.
O adiamento deixou a família de Hamilton ‘revoltada’, conforme informou nesta segunda-feira o advogado Wallison dos Reis Pereira, que representa os familiares.
O advogado veio de Brasília no feriado para atuar no Júri e só na cidade descobriu o adiamento. Disse ainda que os pais e irmãos, que moram fora de Marília, deveria chegar hoje, mas cancelaram a viagem.
“Para mim o adiamento soa como estratégia de defesa, embora a manifestação oficial seja uma questão contratual. A família está revoltada, mas não há que se possa fazer”, disse o advogado.
Ele reconheceu, inclusive, que a mudança de representante é um direito do réu e que o novo defensor precisa de prazo para analisar o processo.

Como o Tribunal do Júri exige montagem de estrutura com equipes, jurados, movimentação de réus, a pauta de julgamentos não permite mudanças rápidas.
Moroni Siqueira Rosa cumpre prisão preventiva no presídio Romão Gomes, para policiais, em São Paulo. Ele atuava como soldado da Polícia Militar em Bauru, mas sofreu demissão em consequência do caso.
O ex-soldado terá cinco dias para nomear um novo advogado ou a Justiça deve acionar a Defensoria Pública do Estado para constituir defensor.





