O ex-jogador de basquete morreu nesta sexta-feira (17) após precisar ser hospitalizado às pressas
Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-atleta. Conhecido como o “Mão Santa”, ele já tinha se recuperado de dois episódios de câncer no cérebro. “Minha vida foi linda, não trocaria por nenhuma outra, adorei o que aconteceu na minha vida. Esse tumorzinho pegou o cara errado pega outro que aqui você não tem chances”, disse Oscar à Jovem Pan em 2015.
Ainda em 2013, quando lembrado sobre os episódios da doença, Oscar já tinha dito à Jovem Pan que não tinha motivos para ficar triste pelo câncer. “Se você não me lembrasse eu não tinha nem pensado. Por que ficar triste? O negócio estava aqui, fui escolhido para ter. Vamos tratar, não vamos dar chance para o homem lá em cima”, disse o atleta.
Em 2022 ele disse, também em entrevista à Jovem Pan, que descobriu o primeiro tumor no cérebro enquanto estava nos Estados Unidos após desmaiar em um spa. Ele foi levado ao hospital e, depois de uma tomografia, descobriu que um nódulo de 8 cm.
Ele também relembrou o momento em que foi ao Hall da Fama do basquete nos EUA. “Uma vez estava em Orlando e me ligaram dizendo que eu tinha entrado no Hall da Fama, naquele que não se sabe quem vota, uma coisa incrível. Só é possível entrar cinco anos depois que você parou de jogar, a maior premiação que existe no basquete”, relembrou.
Na época, Oscar disse que pensava “todo santo dia” sobre o arremesso que errou em um jogo contra a seleção da União Soviética na olimpíada de 1988. “A gente podia ter sido campeão olímpico, eu tinha a bola para ganhar o jogo, e errei o arremesso”, explicou.
Oscar disse ainda que é muito mais fácil pensar nas falhas no esporte. “Nós tínhamos condições de sermos campeões olímpicos, mudamos de nível com a vitória no Pan-americano. Mas é sempre assim, você pensa nas disgraças, não no sucesso”, finalizou.





