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Flávio Bolsonaro será eleito no 1º Turno e eu explico por que

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por Eduardo Negrão

O avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto é cadenciado, porém inexorável. Desde que foi anunciado como pré-candidato à presidência no final de dezembro de 2025 sob muita desconfiança, aliás. O filho ‘zero um’ de Jair Bolsonaro vem surpreendendo e chegamos a abril com boatos cada vez mais constantes sobre uma possível desistência de Lula. Quem diria que em quatro meses Lula passou de imbatível a possível desertor. 

 O quadro favorável à Flavio se deve a uma série de fatores e erros crassos cometidos por seus aliados. Um dos principais obstáculos para o petista é a juventude – 72% da geração Z (entre 16 e 24 anos) rejeitam Lula por várias razões. Mais do que o candidato, o próprio discurso de Lula envelheceu. Incapaz de operar um smartphone ou de se comunicar pelas redes sociais, suas palavras não chegam a essa galera. Seu discurso stalinista e anacrônico que sugere que os jovens ‘não façam nada que o Estado irá prover’, numa época em que adolescentes fazem fortuna como influencers, lojas virtuais e lançando tendências no tiktok, soa como um dialeto soviético esquecido. 

Outra máquina a perder votos é a ‘Maria Antonieta brasileira’, a Sra Janja. Implacável, ela conseguiu irritar praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo nichos esquerdistas. No carnaval deste ano, ao forçar a barra por aquele desfile maluco que de tão ruim, levou a Acadêmicos de Niterói ao rebaixamento, ela conseguiu jogar uma pá de cal em qualquer aproximação de seu marido Lula com o gigantesco eleitorado evangélico. Mais recentemente ofendeu os ambientalistas e os sensíveis ‘pais de pet’ ao devorar uma inocente paca. 

No eixo Sul-Sudeste já se desenham 3 vitórias no primeiro turno de aliados de Flávio. Em Santa Catarina o governador Jorginho (PL), no Paraná Sérgio Moro (PL) e no maior Estado da federação com a vitória de Tarcísio (REP). Se esses três candidatos se elegerem no 1º turno isso deve aumentar muito a margem da vitória de Flávio nesses estados o colocando também muito próximo de uma vitória logo no primeiro turno.

No Rio, o candidato aliado de Lula, o prefeito Eduardo Paes estava com a eleição para o Palácio da Guanabara praticamente ganha até que o próprio Flávio escolheu um desconhecido deputado estadual, Douglas Ruas, para concorrer ao governo fluminense. Em fevereiro, a pesquisa Prefab-Future indicou Eduardo Paes com 43% das intenções de voto no cenário estimulado. Douglas Ruas apareceu com 5,1%, a eleição para o governo carioca parecia assunto encerrado. Agora, em abril, um levantamento divulgado pelo Instituto Veritá apontou Eduardo Paes com 46% e Douglas Ruas com 32 %. Um crescimento de 640% em 70 dias do candidato do PL e, de repente, o pânico toma conta da campanha de Eduardo Paes.

Porém a melhor notícia vem do Norte e Nordeste, estados onde Lula ganhou fácil em 2022 mostram um cenário bem diferente em 2026. No estado do Amazonas pesquisas mostram Flávio na liderança com 50% das intenções de voto, enquanto Lula tem 41%. No Pará, eterno reduto dos Barbalhos e aliados históricos de Lula, Flávio surpreendentemente tem 55% das intenções, enquanto o presidente da república aparece com apenas 37% e ainda na região Norte, no Tocantins temos Flávio 58% e Lula com 28%.

O Nordeste traz mais boas notícias para o senador, começando pelo Maranhão, onde Flávio aparece em empate técnico com Lula, 45% a 46%, respectivamente. Na terra de Renan Calheiros, Alagoas, outra surpresa: Flávio Bolsonaro lidera com folga de 59% a 30%. Na Bahia, o candidato da oposição ao governo e aliado declarado de Flávio Bolsonaro, ACM Neto tem 47% das intenções contra o   governador eleito Jerônimo Rodrigues, que soma apenas 30,9%. No Ceará, Ciro Gomes lidera contra o governador petista Elmano de Freitas.

Os escândalos do INSS e do Banco Master com fortes indícios de envolvimento de seu filho e um dos seus irmãos, ambos próximos a Lula, acabaram por reabrir feridas da corrupção que pareciam ter sido esquecidas pelo eleitorado.

O fato concreto é que Luís Inácio Lula da Silva, vive literalmente o outono do patriarca e Flávio Bolsonaro, por outro lado, traz estamina para um executivo capenga e dependente do judiciário, uma primavera eleitoral para um país cansado de escândalos, de perseguições políticas e da impunidade para bandidos e corruptos. E isso deve se concretizar já em 4 de outubro, marquem minhas palavras.

Eduardo Negrão é jornalista e consultor político com 3 décadas de experiência, autor de 3 livros. Instagram: @prof.eduardonegrao 



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