A disseminação da Peste Suína Africana voltou a preocupar o setor europeu, com o aumento significativo de casos em javalis na Renânia do Norte-Vestfália. De acordo com dados do sistema alemão de saúde animal TSIS, o estado já contabiliza 515 animais infectados apenas no último mês.
A região, que abriga importantes centros urbanos como Colônia, Düsseldorf, Essen e Dortmund, apresenta crescimento contínuo tanto no número de casos quanto na área de disseminação do vírus.
Março de 2026 foi o período mais crítico até o momento, com 123 javalis infectados registrados. Em abril, a tendência de alta se mantém, com 42 ocorrências já confirmadas, sendo a maioria concentrada no distrito de Siegen-Wittgenstein, especialmente no município de Hilchenbach.
Distribuição regional mostra avanço concentrado da doença
Os surtos estão distribuídos em três principais distritos do estado: Olpe, com 264 casos; Siegen-Wittgenstein, com 246; e Hochsauerlandkreis, com registros pontuais. A análise dos dados indica expansão gradual da doença dentro da região, o que reforça a necessidade de vigilância sanitária intensificada.
As informações também são acompanhadas por organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde Animal, que monitora a evolução da enfermidade em escala global.
Cenário contrasta com controle em outros estados alemães
Enquanto a situação na Renânia do Norte-Vestfália se agrava, outros estados da Alemanha apresentam cenário mais controlado. Em Hesse, por exemplo, os registros caíram significativamente desde dezembro de 2025, com menos de cinco casos mensais.
Já a Saxônia, que havia sido recentemente considerada livre da doença após mais de cinco anos de enfrentamento, voltou a registrar um caso isolado em abril de 2026, evidenciando a persistência do risco sanitário.
Outros estados seguem próximos de recuperar o status sanitário livre da doença, como Brandemburgo, Baden-Württemberg e Renânia-Palatinado, caso não haja novos registros nos prazos estabelecidos.
Monitoramento de javalis é estratégico para proteção da suinocultura
A circulação do vírus em populações de javalis é considerada um dos principais desafios para o controle da peste suína africana, já que esses animais atuam como reservatórios naturais da doença e dificultam a erradicação completa.
Embora não haja registro recente de disseminação significativa em granjas comerciais nessas regiões, o avanço entre animais silvestres mantém o setor em alerta, especialmente devido ao risco de impacto sobre a produção, exportações e sanidade da cadeia suinícola europeia.
O cenário reforça a importância de medidas contínuas de biosseguridade, monitoramento epidemiológico e controle de fauna, fundamentais para evitar a reintrodução do vírus em sistemas produtivos e preservar a competitividade da suinocultura no mercado internacional.
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