Animais silvestres são atraídos por alimento irregular e também têm sido vítimas de maus-tratos na região
A presença de quatis no Bosque Municipal “Rangel Pietraroia”, em Marília, tem chamado a atenção de frequentadores e moradores do entorno. Apesar da recorrência dos avistamentos, a Secretaria do Meio Ambiente e Serviços Públicos esclarece que os animais não são moradores fixos do local. De acordo com a pasta, os quatis têm como habitat natural os vales da região, conhecidos como “itambés”, e se deslocam diariamente até o bosque em busca de alimento. O principal acesso ocorre por áreas próximas à rua Santa Helena, de onde atravessam vias urbanas, principalmente no período da manhã.
A presença constante está diretamente ligada à oferta de alimento fácil, especialmente por conta do descarte irregular de resíduos por visitantes. Após se alimentarem, os animais retornam ao habitat natural no fim da tarde e à noite.
A Secretaria também esclarece que não há superpopulação de quatis no bosque. Segundo análise técnica, a sensação de excesso ocorre devido ao intenso deslocamento dos animais ao longo do dia, inclusive em travessias por vias movimentadas, o que aumenta a visibilidade.
“Existe uma sensação de grande quantidade, mas, proporcionalmente à área do bosque, não se trata de infestação. O que ocorre é um intenso deslocamento desses animais ao longo do dia, inclusive atravessando vias com alto fluxo de veículos, o que aumenta a visibilidade”, explicou o secretário adjunto do Meio Ambiente e Serviços Públicos, Rodrigo Más.
As travessias são mais frequentes em horários de maior fluxo entre 7h e 8h30, das 12h às 13h e das 17h às 18h30, especialmente nas imediações da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes e da Rua Santa Helena. Por serem animais silvestres, os quatis são protegidos por legislação federal. Após consulta ao órgão ambiental estadual, não foi autorizada qualquer intervenção, como captura ou remoção, já que não há área adequada para soltura.





