Marília – A descoberta de fósseis que mudou a história e até símbolos oficiais em Marília completa 33 anos neste sábado. Um modelo de exploração que criou estruturas de serviços públicos, turismo e lazer, bem como incentivo a negócios.
Além disso, levou as buscas da cidade para outros municípios, instituições em diferentes partes do mundo e até a respeitada revista Nature.
Por trás da história está um bancário que se tornou paleontólogo e há anos é o responsável pelo Museu de Paleontologia na cidade. William Nava, que registrou a descoberta em abril de 1993, iniciou as buscas em 1989.
Revelou uma descoberta rara para o Estado com fósseis de um titanossauro. Acompanhou, inclusive, a explosão do tema após lançamento da franquia Jurassic Park.
A descoberta foi muito além dos fósseis em sei: revelou a cidade no centro de uma região com diferentes espécies. Marília teve um vale dos dinossauros.
Fóssil na estrada
“O fóssil estava no leito da estrada municipal entre Padre Nóbrega – Rosália, incrustado em rochas de arenito”, explica Nava. É uma peça com cerca de 80 cm de comprimento (escápula).
Além desse, ele identificou fragmentos de costelas e moluscos bivalves. “Foi indescritível. Eu já gostava desse assunto desde adolescente então foi uma realização pessoal” disse Nava.
Estendeu as buscas e escavações por mais pontos no entorno da cidade, como na estrada de acesso ao distrito de Dirceu ou via rural do Pombo.
O trabalho cresceu para além das divisas da cidade, no Vale do Rio do Peixe, Oscar Bressane e Pompéia. Depois, com a descoberta de sítio paleontológico em Presidente Prudente.
Revelou espécies desconhecidas, como o Mariliasuchus, crocodilo que ganhou nome da cidade. Além disso, a Navaornis hestiae, pequena ave que foi elo na evolução animal e ganhou repercussão na Europa.
Museu
Foram 11 anos até a cidade transformar o sucesso em espaço público com a implantação do Museu de Paleontologia em 2004. Mais 18 anos até uma reforma para modernizar prédio e colocar no centro da cidade duas grandes réplicas, principalmente o ‘Dinotitã’.
Virou um centro de atração de turismo em educação e lazer, além de ampliar a vitrine de Marília como terra dos dinossauros. Um título, aliás, que muitas cidades exploram.
Depois, as réplicas chegaram ao Bosque Municipal, além de o dino se tornar símbolo em pontos públicos e material oficial do município.
Uma história que segue em pesquisas, descobertas surpreendentes em obras como rodovias e a previsão de um novo museu.
O projeto, junto a um parque ao lado da avenida das Esmeraldas, é uma das promessas para o encontro do futuro e a pré-história na cidade.





