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Saúde acusa subnotificação de violência e amplia proteção às mulheres de Marília

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Marília Em pouco menos de um ano de trabalho, um Núcleo de Prevenção a casos de violência doméstica na rede municipal de Saúde revela subnotificação dos casos em Marília e amplia rede de proteção às mulheres.

O reforço funciona com uma regra básica: os casos de violência passam a ter notificação automática toda vez que a equipe identifica agressões durante atendimento.

O núcleo espera, inclusive, que a repercussão de casos recentes, como a morte de Vanessa Anízia Silva Carvalho, incentive mulheres a buscar ajuda.

Oferece apoio técnico contínuo e articula 107 profissionais via grupo de WhatsApp, garantindo respostas rápidas e integradas entre os serviços de saúde.

O atendimento começou em março de 2025, mas inclui uma viagem no tempo com análise de dez anos de cadastros de de casos no sistema de informações. Descobriu assim, grave quadro de subnotificação de violência interpessoais e autoprovocadas.

A responsável pelo núcleo, Fabiana Martins destacou como a saúde pode antecipar casos mais graves a partir das fases de agressão.

“A violência, inclusive o feminicídio, não surge do nada. Ela se constrói no silêncio, na dor e na falta de cuidado.”

Para ela os casos de feminicídios em Marília expõem ciclos da violência e mostram que buscar ajuda é essencial para salvar vidas.

Antes de chegar às mulheres, o núcleo investiu em capacitações para profissionais de saúde. Desse modo, apresentou os diferentes tipos de violência, ciclos, aspectos legais, acolhimento das vítimas e fortalecimento da rede de proteção.

Capacitação do núcleo para profissionais

Conscientização

Além disso, o perfil no Instagram @violencias.ss_previo amplia a conscientização com conteúdos educativos, incentivando a denúncia, bem como a prevenção.

Fabiana afirmou que o Núcleo está presente nas unidades de saúde, capacitando profissionais, fortalecendo a escuta e o acolhimento.

Orientações sobre violência contra o idoso realizada pelas equipes de saúde

Ela destacou que o caso de Vanessa foi estopim para discutir dependência emocional, ciclos da violência e a necessidade de acolher sem julgamentos, oferecendo suporte integral.

Por fim, Fabiana concluiu que é urgente mover todas as forças para enfrentar a violência, evitando que outras mulheres tenham o mesmo destino de Vanessa.





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