O setor agroindustrial brasileiro iniciou sua participação na feira Sial Paris 2026 com uma delegação de 156 empresas, sob coordenação conjunta da ApexBrasil, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A expectativa do setor produtivo nacional é gerar US$ 3,5 bilhões em negócios internacionais durante o evento. A iniciativa visa promover as carnes de aves e suínos do Brasil no mercado europeu, além de prospectar novos parceiros comerciais em um ambiente de alta visibilidade global.
A ofensiva comercial na Europa coincide com um marco histórico para a diplomacia sanitária do país. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, o governo federal atingiu a marca de 700 novos mercados internacionais abertos para a agropecuária nacional desde o ano de 2023. O impacto dessa política de diversificação já é visível na balança comercial do setor, com as exportações brasileiras para a União Europeia registrando um crescimento expressivo de 30,7% no período entre maio e setembro deste ano, movimento impulsionado pelo avanço das negociações do acordo comercial com o bloco do Mercosul.
Paralelamente à busca por novos compradores na feira francesa, os mercados tradicionais sustentam o volume embarcado pelas indústrias. A Associação Sul-Rio-Grandense de Avicultura (Asgav) reportou que as exportações brasileiras de carne de frango apresentaram recuperação e registraram volume recorde no último trimestre. O resultado reflete a competitividade estrutural do setor avícola nacional e a forte demanda contínua da China. O país asiático consolida-se como o principal destino comprador da proteína avícola do Brasil, garantindo previsibilidade de fluxo de caixa para as agroindústrias exportadoras, conforme apontam os dados do Canal Rural.
Da Redação
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