A SLC vai apostar no algodão para a safrinha de 2027. A área de segunda safra cultivada com a pluma vai aumentar 12%, somando 108,1 mil hectares. Em fato relevante divulgado nesta noite, a SLC informou que a expansão foi viabilizada pelo aumento da área irrigada, fruto de um ambicioso projeto anunciado no ano passado.
Em 2025, a SLC comunicou ao mercado o objetivo de acrescentar 37 mil hectares irrigados ao seu portfólio, chegando a 53 mil. Parte importante desse projeto foi uma transação firmada com o BTG Pactual, em que a companhia levantou R$ 836 milhões para arcar com parte desse investimento, previsto para durar até 2030.
Para dar espaço ao algodão, a companhia vai diminuir a área de milho de segunda safra, que deve somar 154,6 mil hectares, uma redução de 2,3% em relação à safra 2025/26. Já o plantio de algodão na primeira safra terá uma redução de quase 11%, somando 92,2 mil hectares.
A soja continuará respondendo pela maior parte da área plantada da companhia, ocupando 442 mil hectares, um avanço de 2,3% em relação à safra anterior.
Ao todo, a SLC vai plantar 854,4 mil hectares na safra 2026/27, um crescimento de 2,2% em comparação com a safra 2025/26.
Custo de produção
No mesmo fato relevante, a SLC apontou que os custos da safra 2026/27 devem aumentar 2,2%, representando um custo médio total orçado de R$ 7,2 mil por hectare.
A variação, afirma a companhia, está ligada à elevação dos preços dos fertilizantes em dólar e à inflação projetada de 4% para o período.
“Esses efeitos são parcialmente compensados pela redução dos preços dos defensivos em dólar e pela apreciação do real frente à moeda americana”, completa o comunicado.





