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A Quantinuum, criada em 2021, abriu capital na Nasdaq em junho de 2023, levantando US$ 1,68 bilhão e sendo avaliada em US$ 15,5 bilhões, destacando-se no setor de computação quântica.
O IPO da empresa sinaliza um crescente interesse por essa tecnologia, que está se distanciando da ficção científica.
Recentemente, a Microsoft anunciou um centro de pesquisa em Maryland focado em computação quântica, com planos de lançar sistemas comerciais até 2029. A AWS também se destacou ao reforçar parcerias para desenvolver computadores quânticos.
A IonQ busca se tornar a “Nvidia da computação quântica” e já colabora com a companhia liderada por Jensen Huang. Já a IBM demonstrou avanços significativos, com seu processador Nighthawk realizando tarefas em tempo recorde, enquanto a farmacêutica Amgen, está adotando a tecnologia para acelerar o desenvolvimento de medicamentos.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Criada em 2021, a Quantinuum abriu capital na Nasdaq no início de junho deste ano. Ao tocar a campainha na bolsa de valores americana, a companhia levantou US$ 1,68 bilhão e foi avaliada em US$ 15,5 bilhões, com o preço da ação em US$ 60, acima da faixa inicial prevista.
Em tempos de inteligência artificial, essa trajetória poderia ser apenas mais um entre tantos outros casos de empresas novatas americanas com ascensão meteórica. Mas o fato é que, à parte do alvoroço em torno da IA, o foco da Quantinuum está apontado para outras duas palavras: computação quântica.
Ao atrair uma demanda acima do que era previsto, a listagem da companhia dá sinais de que essa tecnologia, até pouco tempo ainda mais restrita ao campo da ficção científica, começa a ganhar fôlego como uma das principais candidatas a liderar a próxima grande onda tecnológica do mercado.
O IPO da Quantinuum não é o único indicativo nessa direção. Essa agenda mais favorável para a computação quântica foi reforçada por algumas movimentações recentes das chamadas big techs nesse espaço.
A Microsoft é um desses nomes. No fim de setembro, a gigante de Redmond anunciou a abertura de um centro de pesquisa em Maryland, focado em computação quântica, em uma parceria com a universidade local.
Como parte dessa iniciativa, a companhia, cujo plano é lançar sistemas comerciais com essa tecnologia em 2029, informou que dará a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) acesso direto e presencial ao seu mais recente computador quântico.
Nessa parceria, o centro em questão vai abrigar um novo sistema quântico que utiliza o chip Majorana 2, desenvolvido pela Microsoft, para testes e avaliações independentes conduzidas pela DARPA, que tem analisado se a tecnologia pode gerar sistemas economicamente viáveis até 2033.
Outra gigante disposta a sair na dianteira nessa corrida é AWS, braço de tecnologia da Amazon. Em junho, a companhia reforçou uma parceria com a QuEra ao anunciar o primeiro computador quântico “tolerante a falhas capaz de lidar com problemas cientificamente relevantes”.
Essa colaboração vai se desenvolver no âmbito da Amazon Braket, serviço lançado pela AWS em 2020 e que permite que os usuários tenham acesso a equipamentos de computação quântica, em diferentes modalidades, e explorem algoritmos sob esse conceito.
A dupla também informou que, até 2028, irá lançar comercialmente um dispositivo em escala de megaqubits, capaz de executar um milhão de operações quânticas em centenas de qubits lógicos, possibilitando as primeiras aplicações científicas em química quântica e simulações que estão além do alcance dos computadores disponíveis atualmente.
Há mais parcerias em curso nesse segmento envolvendo outros players. Esse é o caso da americana IonQ, cujo CEO, Niccolo de Mais, já afirmou ter como maior ambição tornar a empresa a “Nvidia da computação quântica”.
Em linha com essa aspiração, a companhia anunciou em setembro que o Superion 256, seu mais recente computador quântico, será o primeiro sistema a entrar em operação no centro de pesquisa quântica da própria Nvidia.
Antes, as duas empresas já vinham trabalhando em colaboração com o Oak Ridge National Laboratory e a Universidade do Tennessee para explorar uma combinação de algoritmos quântico e inteligência artificial generativa.
Em mais um exemplo desse avanço da computação quântica, um artigo acadêmico recente afirmou que o processador Nighthawk, da IBM, levou dezenove segundos para concluir uma tarefa que, segundo estimativas, levaria 110 anos para um supercomputador.
“Grande parte da indústria ainda está resolvendo problemas de brinquedo”, afirmou Scott Crowder, vice-presidente de adoção quântica da IBM, em entrevista à Barron’s. “Mas as pessoas que estão na vanguarda não estão mais fazendo isso”.
A revista americana cita a indústria farmacêutica como um dos principais exemplos dessa vanguarda. Em particular, na descoberta de medicamentos, onde os sistemas quânticos estão sendo usados para espelhar o comportamento de elétrons e moléculas.
Esse é o caso da Amgen, que adotou a tecnologia com o objetivo de reduzir o tempo de desenvolvimento de medicamentos. A farmacêutica americana liderou a primeira grande rodada captada pela Quantinuum e também colabora com empresas como a QuEra, a parceira da AWS.
“Eu encaro a computação quântica da mesma forma que outras tecnologias emergentes”, disse Alan Russell, vice-presidente de pesquisa e chefe de tecnologia de P&D da Amgen, à Barron’s. “O que ela nos permite fazer que não podíamos fazer antes, e onde ela pode complementar de forma significativa as ferramentas que já temos?”
Quem também está fazendo essas perguntas é o Departamento de Comércio dos Estados Unidos que, em maio deste ano, anunciou um plano de US$ 2 bilhões para acelerar o desenvolvimento da computação quântica, em parceria com a IBM, para a criação da Anderon, empresa independente que foi apelidada de “a primeira fundição quântica pura da América”.





