O Papa Leão XIV instou o mundo a reconsiderar o desenvolvimento da inteligência artificial ao iniciar, nesta sexta-feira (25), uma visita de quatro dias à França. Em um alerta contundente, afirmou que a IA poderia criar um futuro em que “um paraíso de máquinas” assumisse o controle da Terra.
O primeiro papa dos Estados Unidos, que fez dos riscos da inteligência artificial uma parte central de seu papado de 16 meses, colocou o tema no centro de sua visita à França, a primeira de um pontífice ao país em quase 20 anos.
“Se quisermos evitar perder nossa humanidade em meio a um ‘paraíso de máquinas’ que invade e condiciona nosso cotidiano, há uma necessidade urgente de educação em discernimento ético”, disse ele, sob os tetos dourados do Palácio do Eliseu. Em seu pronunciamento, Leão XIV chamou atenção para um paradoxo criado pelo próprio vocabulário da tecnologia. Enquanto sistemas computacionais recebem o qualificativo de “inteligentes”, afirmou, pessoas podem passar a ser avaliadas principalmente por critérios de produtividade e eficiência.
Nesse cenário, quem deixa de produzir ou de atender a determinadas expectativas econômicas corre o risco de ser tratado como descartável. Para o pontífice, a discussão sobre IA, portanto, não pode ficar restrita à capacidade técnica dos modelos ou aos ganhos de produtividade proporcionados pela automação. A viagem à França vai até o dia 28 de setembro e inclui, além de Paris, passagens por Lourdes e Metz.





