26.9 C
Marília
HomeRegiaoBayer prevê lançar novo inseticida para o algodão na safra 2027/28

Bayer prevê lançar novo inseticida para o algodão na safra 2027/28

spot_img


BELO HORIZONTE (MG)* — A Bayer quer trazer ao mercado brasileiro na safra 2027/28 a família de produtos Plenexus, novo inseticida fabricado pela multinacional de origem alemã.

Os produtos serão feitos à base de uma nova molécula, chamada Spidoxamate, desenvolvida ao longo de oito anos e focada principalmente em algodão, soja e hortifruti. Por enquanto, os inseticidas ainda estão pendentes da aprovação do Ibama, um aval que deve vir ainda em 2027, nas expectativas da empresa.

O novo inseticida já foi lançada na Colômbia, no México e no Paraguai. Daqui em diante, estão no mapa o Brasil e os Estados Unidos, segundo Daniela Okuma, gerente de inseticidas para a América Latina na Bayer.

“É um produto extremamente alinhado com as novas tendências de manejo de pragas na agricultura. Tem uma toxicologia baixíssima, mas não perde em performance”, explica Erick Cancian, gerente de inseticidas da Bayer para o Brasil.

Na prática, segundo Cancian, produtos comercializados no mercado precisam de 200 gramas de ingrediente ativo por hectare. Com o Plenexus, será possível trabalhar a partir de 20 gramas de ingrediente ativo por hectare.

Para o algodão, o principal uso do produto está ligado ao combate da mosca branca — sem deixar de lado o enfrentamento a outras pragas, como ácaro e pulgões.

Ação mais rápida

Além de precisar de uma dosagem menor para funcionar, o novo inseticida tem uma ação mais rápida, até mesmo em relação a outros da mesma família.

“Esse produto já entra ativo na planta, confere proteção desde o primeiro momento. Outros precisam passar por processos químicos dentro da planta para estarem disponíveis”, explica Cancian.

Na lavoura, isso significa que insetos aparecem mortos de dois a três dias depois da aplicação, enquanto a ação de outros inseticidas dentro da mesma classe de moléculas leva, por exemplo, cinco dias.

A velocidade também é influenciada pelo fato de que o Plenexus atua nas fases mais jovens da mosca branca, controlando o inseto em todas as fases de ninfa, além de reduzir a fertilidade de fêmeas em mais de 75%.

“Ou seja, eu tenho menos ovos e menos indivíduos chegando à fase adulta. Com isso, eu tenho uma pressão de população muito menor. Hoje, 90% do dano da mosca branca é causado por essas fases jovens”, diz Okuma.

Para fazer tudo isso, a molécula se desloca na planta via xilema e floema. Em outras palavras, ela se desloca para cima e para baixo da planta, fazendo com que mesmo as folhas que não receberam a aplicação direta do inseticida estejam protegidas.

O foco, no fim do dia, é oferecer um melhor custo-benefício para o agricultor. “Inseto, no Brasil, você pode controlar com chinelo ou com produto de US$ 30 o hectare. Você tem muitas opções. A gente tem que encontrar a melhor forma do agricultor extrair o valor do produto que a gente está ofertando para ele”, finaliza Cancian.

*A jornalista viajou a convite da Bayer.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img