Microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas (MPE) que recebem consultoria técnica do Sebrae apresentam taxas de sobrevivência no mercado superiores às registradas por donos de negócios que não buscaram o apoio da instituição. É o que revela o estudo inédito “Avaliação de Impacto da Consultoria Sebrae na Sobrevivência dos Pequenos Negócios: Uma análise para o Brasil e suas Unidades da Federação”, elaborado pelo Núcleo de Pesquisa e Gestão do Conhecimento da instituição.
De acordo com o levantamento, a consultoria oferecida pelo Sebrae contribui para uma redução de 68% no risco de encerramento das atividades dos pequenos negócios (PN) em relação a empresas não atendidas. A diferença na taxa de sobrevivência entre empresas apoiadas e não apoiadas pelo Sebrae é de aproximadamente 14 pontos percentuais no primeiro ano de atividade, mas ela aumenta para quase 22 pontos percentuais ao final de cinco anos. O estudo mostra que 77% dos pequenos negócios apoiados continuam em operação após cinco anos da abertura do CNPJ, enquanto entre as empresas que não receberam o atendimento o índice de permanência cai para aproximadamente 55%.
O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirma que os dados comprovam que o conhecimento e o suporte técnico são aspectos cruciais para assegurar a longevidade empresarial no Brasil. “A missão do Sebrae é justamente estar ao lado do empreendedor nos momentos mais decisivos da sua jornada, oferecendo a qualificação necessária para superação dos desafios iniciais do mercado”, comenta.
“Quando garantimos que um universo maior de pequenos negócios continue de portas abertas, não estamos apenas reduzindo a mortalidade de empresas; estamos preservando empregos, estimulando a inovação e fortalecendo a economia de cada município brasileiro”
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae
MEI: maior vulnerabilidade sem assistência
O estudo aponta que o segmento dos microempreendedores individuais (MEI) registra a maior vulnerabilidade de mercado quando não recebe assistência técnica. Entre os MEI analisados que não contaram com apoio de consultoria técnica, a taxa de sobrevivência em cinco anos foi de 33,7%, ou seja, cerca de dois em cada três MEI desse grupo passaram pela baixa do seu CNPJ no período.
Por outro lado, com a orientação do Sebrae, a taxa de sobrevivência do MEI após o mesmo período atinge quase 65% — uma elevação superior a 31 pontos percentuais em comparação aos não atendidos. No segmento MEI, a intervenção técnica reduz o risco de encerramento em quase 70%.
Entre as micro e pequenas empresas (MPE), a taxa de sobrevivência em cinco anos é de aproximadamente 85% entre aquelas que receberam consultoria, ante 70% entre as empresas que não receberam apoio. A análise também aponta uma redução de 66,5% no risco de fechamento entre as empresas atendidas.
Evolução temporal e tempo de exposição
A análise do ciclo de vida das empresas indica que os dois primeiros anos de operação concentram patamares relevantes de mortalidade empresarial, mas a continuidade do suporte técnico reduz esse risco progressivamente.
A partir do quarto ano de acompanhamento, a diminuição do risco de fechamento ultrapassa o patamar de 90% nacionalmente.
Desempenho nas unidades da Federação
A pesquisa identificou efeitos positivos do atendimento em todo o país, tanto para o agregado de pequenos negócios quanto para os recortes específicos de MEI e MPE.
A representatividade na redução do risco de encerramento varia conforme o estado. No agregado dos pequenos negócios, o indicador de redução de risco oscila entre 46% na Bahia e 82% no Acre. Entre as unidades da Federação que apresentam as maiores diferenças absolutas nas taxas de sobrevivência após cinco anos entre empresas atendidas e não atendidas destacam-se Alagoas (diferença de 31 p.p.), Acre (33 p.p.), Distrito Federal (27 p.p.), Mato Grosso (26 p.p.) e Rio Grande do Norte (26 p.p.).





