(Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, após quatro quedas seguidas, em movimento endossado por Wall Street, enquanto o noticiário no Brasil mostrou nova melhora nas perspectivas de inflação.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,33%, a 155.277,56 pontos, após marcar 154.529,17 pontos na mínima e chegar a 155.832,28 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$27,5 bilhões.
Wall Street também começou a semana no azul, com apostas de outro corte nos juros pelo Federal Reserve neste ano voltando a ganhar fôlego. O S&P 500 encerrou o pregão com elevação de 1,55%.
De acordo com o analista Nícolas Merola, da EQI Research, a bolsa paulista não teve como ignorar nesta sessão o cenário internacional, onde o pano de fundo permanece sendo a política monetária norte-americana.
“Investidores agora estão mais confiantes de que esse novo corte realmente vai acontecer”, afirmou.
No Brasil, a pesquisa Focus, realizada pelo BC com o mercado, mostrou expectativa de IPCA a 4,45% em 2025 e 4,18% em 2026, conforme a mediana das estimativas, de 4,46% e 4,20%, respectivamente, na divulgação da semana anterior.
O levantamento mais recente também mostrou recuo no prognóstico para a Selic ao final do ano que vem — de 12,25% para 12%. Para o final de 2025, permaneceu em 15%.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, porém, disse nesta segunda-feira que a diretoria da autoridade monetária ainda está insatisfeita com o nível da inflação, que ainda não convergiu para a meta de 3%.
“Ainda estamos insatisfeitos, não estamos onde gostaríamos, por isso seguimos com patamar restritivo de juros”, acrescentou em evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.
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Também no radar, em meio a preocupações persistentes sobre o quadro fiscal, dados divulgados pelo governo nesta segunda-feira mostraram que arrecadação federal somou R$261,908 bilhões no mês passado, maior patamar para outubro da série, com ajuda do IOF.
Agentes financeiros ainda repercutiram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no sábado, episódio que, para a Genial Investimentos, adiciona incerteza ao cenário eleitoral de 2026.
DESTAQUES
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- MRV&CO ON (MRVE3) avançou 3,94%, em dia positivo para construtoras (IMOB), referendado pelo alívio nas taxas dos contratos de DI.
- LOCALIZA ON (RENT3) subiu 2,21%, fornecendo um suporte relevante, com analistas do BTG Pactual reiterando compra para a ação, além de elevarem o preço-alvo de R$53 a R$55.
- CVC BRASIL ON (CVCB3) caiu 5,46%, no segundo dia de correção expressiva, após desempenho mais robusto nos primeiros pregões da semana passada. Na sexta-feira, havia recuado 7,11%.
- PETROBRAS PN (PETR4) encerrou em baixa de 0,09%, apesar da alta do petróleo no exterior, com as atenções voltadas para a divulgação do plano de negócios da estatal nesta semana.
- VALE ON (VALE3) perdeu 0,11%, mesmo em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian (DCIOcv1) subiu 0,44%.
- ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) cedeu 0,38% e BRADESCO PN (BBDC4) terminou com acréscimo de 0,05%, enquanto BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) perdeu 0,73% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) teve variação positiva de 0,03%.
- NEOENERGIA ON (NEOE3), que não faz parte do Ibovespa, saltou 7,04%, após a espanhola Iberdrola anunciar OPA para adquirir até a totalidade do capital da companhia, em movimento que visa deslistar a subsidiária brasileira da B3.





