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Open Gateway e a IA redefinem combate a fraudes digitais – ConvergenciaDigi…

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O combate às fraudes de identidade digital entrou em um novo capítulo, exigindo respostas rápidas diante de ameaças cada vez mais sofisticadas. No painel da Claro empresas realizado no Febraban Tech 2026, especialistas debateram como as APIs Open Gateway transformam redes móveis em eficientes mecanismos de validação e prevenção a fraudes.

A história da fraude acompanha a evolução das próprias transações. João Del Nero, head de Data Analytics da Claro empresas, lembrou que há registros de fraudes físicas desde o século XVI. “De lá para cá evoluímos e, no mundo digital, isso tem aumentado”, ressaltou.

Hoje, o risco mudou de patamar. Conforme explicou Guilherme Mendonça, head da BU de risco e compliance da Trillia (B3), a inteligência artificial industrializou o crime. “Com o Pix, a responsabilidade caiu toda sobre o onboarding. Agora com a IA, saímos de um mundo artesanal para um negócio industrializado”, alertou.

Por isso, o executivo defende que a segurança não deve se limitar ao cadastro inicial, focando na continuidade do vínculo. “Hoje não se valida mais a identidade, mas a continuidade do vínculo: por que a pessoa apareceu naquele momento para pedir crédito? É muito mais difícil roubar a vida e os hábitos das pessoas”, defende.

Ageu Dantas, head de Data Analytics da Claro empresas, ressaltou a sofisticação do fraudador moderno. “O fraudador hoje assume sua identidade, se passa por você no ambiente digital”, explicou, ressaltando que o perigo atual vai muito além do roubo de senhas. “Hoje ele sabe que você tem uma identidade e tenta assumi-la, seja assumindo o SIM Card, seja fazendo uma deep fake. Não é mais roubar uma senha, mas se tornar a pessoa, o que aumenta muito o risco”, explica.


Nesse cenário, as operadoras assumem um papel crucial ao enxergarem dados de rede como ativos de segurança. A grande revolução é o Open Gateway, iniciativa global que padroniza APIs das operadoras para validações programáticas diretamente na rede celular. No ano passado, foram realizadas mais de 100 milhões de consultas dessas APIs.

A força dessa abordagem é a chamada validação silenciosa. “Toda essa natureza de informações que nos dê informações de forma transparente para o cliente é bem-vinda”, apontou Mendonça, criticando a cultura de empilhar camadas de segurança que geram atrito. “Não queremos aumentar o volume de fraudadores identificados, mas a conversão. Quanto mais validações silenciosas colocarmos no processo, melhor”, diz.

Com o Open Gateway, validações silenciosas detectam de forma transparente, por exemplo, se houve troca de celular antes de transações críticas. “O banco entende a relação do cliente com o mercado financeiro, já a operadora entende a relação do cliente com a rede”, conclui Dantas. “A junção dos dois traz mais oportunidades de entender de verdade um potencial fraudador e o bom cliente”. Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, Guilherme Mendonça explica como a integração dos ecossistemas das empresas e das operadoras favorece o cliente dos bancos, criando um ambiente mais seguro e sem fricções.



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