Por Thiago Henrique e André Costa
As principais torcidas organizadas do Corinthians realizaram um protesto em frente à sede do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), na Sé, na tarde desta quarta-feira. O manifesto teve como intuito pedir a intervenção judicial no clube, que atravessa uma crise política e administrativa.
O protesto contou com a presença de seis organizadas do Timão: Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra.
Insatisfeitos com o modelo associativo, os torcedores alvinegros lotaram a rua e entoaram diversos cânticos favoráveis ao processo de intervenção judicial. Alguns dos gritos foram: “Interventor, ajuda nós. O seu trabalho será a nossa voz”, “Olha que legal, os ratos vão sair com a intervenção judicial”, “Oh, queremos intervenção no Timão” e “Não é mole, não. Revelem os contratos para expulsar esses ‘ladrão'”.
Além disso, faixas foram espalhadas pelo local. Uma delas dizia: “Chega de má gestão”. Outra, erguida por um torcedor na rua, pedia “socorro” ao Ministério Público. O ex-jogador e ídolo do Corinthians, Dinei, marcou presença na manifestação. Líderes das torcidas organizadas também se reuniram com integrantes do MP na porta da sede.
Veja fotos da manifestação:
“Onda de protestos”
A manifestação faz parte de uma onda de protestos que serão realizados pela torcida do Corinthians nos próximos dias. Na quinta-feira, durante a partida contra o Rosario Central, pelas oitavas de final da Libertadores, os torcedores prometem reivindicar nas arquibancadas da Neo Química Arena. Outro ato está agendado para este sábado, às 10h (de Brasília), em frente ao Parque São Jorge, sede social do clube.
A motivação dos torcedores é pressionar o Ministério Público a apresentar uma ação judicial e nomear um interventor para comandar o Corinthians.
O inquérito foi aberto no fim do ano passado e ainda não tem prazo para ser concluído. Os representantes do MP passaram as últimas semanas analisando documentos enviados pela diretoria do Timão. No último dia 10 de agosto, o presidente do clube, Osmar Stabile, prestou depoimento aos promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal para esclarecer dúvidas sobre sua gestão e a situação financeira e administrativa do Timão.
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O que pode acontecer com o Corinthians?
Se a Justiça decidir nomear um interventor no Corinthians, ele teria os seguintes poderes: assumir a presidência e os atos administrativos do clube, suspender as decisões ou contratos, promover auditorias internas, reorganizar toda a estrutura administrativa e até convocar novas eleições, se necessário.
O interventor, nomeado pela Justiça, atuaria sob fiscalização do Poder Judiciário e teria de apresentar relatórios periódicos. A medida permaneceria vigente até que o juiz entenda que as irregularidades foram sanadas e que o clube pode retomar sua gestão regular.





