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Mudança no perfil das famílias reforça importância da organização financeira para mulheres em Marília

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Pesquisa do Pagou Fácil mostra que mulheres procuram proporcionalmente mais informações sobre inadimplência, enquanto homens concentram buscas relacionadas ao endividamento

A mudança na composição das famílias brasileiras e a crescente participação feminina nas decisões financeiras colocam as mulheres no centro de uma discussão cada vez mais importante: como prevenir o endividamento e buscar soluções quando as contas já estão atrasadas.

A realidade ganha relevância também em Marília, um dos principais polos regionais do Centro-Oeste Paulista, onde as mudanças no perfil das famílias e a crescente participação feminina nas decisões econômicas tornam ainda mais importante a discussão sobre organização financeira, crédito e inadimplência.

Um levantamento realizado pelo Pagou Fácil, plataforma de negociação de dívidas da Paschoalotto, identificou que homens e mulheres apresentam comportamentos diferentes quando procuram informações relacionadas à situação financeira.

O estudo analisou buscas realizadas no Google, Google Notícias e Google Shopping entre julho de 2025 e maio de 2026 envolvendo os termos “inadimplente” e “endividado”.

Os resultados revelaram que as mulheres pesquisam proporcionalmente mais sobre inadimplência, enquanto os homens demonstram maior interesse pelo endividamento em si. No período analisado, as buscas gerais relacionadas a “endividamento” cresceram 83%, enquanto aquelas relacionadas à “inadimplência” aumentaram 22%.

De acordo com Geovanni Borsetto, Superintendente de Marketing & Comunicação do Pagou Fácil, uma das explicações está no papel desempenhado pelas mulheres na administração financeira dos lares.

“As mulheres, por estarem mais à frente da gestão do orçamento doméstico, tendem a procurar soluções já quando as contas estão atrasadas. Já os homens parecem se preocupar mais cedo, pesquisando sobre o volume geral de compromissos financeiros antes que isso vire de fato uma pendência não paga”, explica.

Mulheres se aproximam da metade dos responsáveis pelos lares brasileiros

Os resultados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a compreender a dimensão dessa transformação. No Brasil, aproximadamente 36 milhões de mulheres eram responsáveis por unidades domésticas em 2022, correspondendo a 49,1% do total. Os homens representavam 50,9%.

A comparação histórica evidencia a velocidade dessa mudança. Em 2010, 38,7% das pessoas responsáveis pelos domicílios eram mulheres. Em pouco mais de uma década, portanto, a participação feminina cresceu de maneira expressiva e praticamente se igualou à masculina.

Outro aspecto importante está na composição das famílias. O Censo 2022 mostrou que 16,5% das unidades domésticas brasileiras possuíam responsável sem cônjuge e com filhos, configuração que torna ainda mais relevante o planejamento e a organização do orçamento familiar.

Em Marília, compreender essas mudanças é particularmente importante. Como relevante centro regional de comércio e serviços, o município concentra relações de consumo que tornam o comportamento financeiro das famílias um tema de interesse não apenas social, mas também econômico.

Endividamento não é o mesmo que inadimplência

O levantamento do Pagou Fácil também destaca uma diferença essencial para quem pretende reorganizar a vida financeira: estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente. O endividamento ocorre quando existem compromissos financeiros assumidos, como empréstimos, financiamentos e parcelamentos, mesmo que estejam sendo pagos normalmente.

A inadimplência começa quando esses pagamentos deixam de ser realizados no prazo, aumentando o risco de incidência de juros e multas e de restrições ao crédito. “Essa diferença importa na hora de agir. Quem está apenas endividado, mas em dia, ainda consegue reorganizar o orçamento de forma preventiva. Já quem está inadimplente precisa negociar diretamente com credores para renegociar dívidas, reduzir encargos e recuperar o nome”, afirma Geovanni. O problema não afeta apenas o orçamento. O acúmulo de contas também pode gerar ansiedade, estresse e insônia, tornando ainda mais difícil a reorganização das finanças.

Organização é o primeiro passo

Para Geovanni, a recuperação da saúde financeira começa pela organização. “O primeiro passo é fazer um diagnóstico completo da situação, mapeando todas as fontes de renda, despesas fixas e dívidas. A partir desse levantamento, é possível identificar onde ajustar o orçamento e definir prioridades, especialmente em relação às dívidas com juros mais elevados”, explica.

O especialista destaca ainda a importância de reduzir gastos não essenciais e evitar assumir novos compromissos enquanto as contas não estiverem equilibradas. Para quem já está inadimplente, a recomendação é procurar bancos, financeiras e demais credores para negociar condições de pagamento compatíveis com a realidade financeira do consumidor.

“Com planejamento, disciplina e acordos sustentáveis, é possível reorganizar as finanças e retomar o controle do orçamento”, concluiu Geovanni. Manter esse acompanhamento de maneira permanente, e não somente nos períodos de dificuldade, ajuda a recuperar o score de crédito e reduz o risco de reincidência na inadimplência.



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