O Santos confirmou a classificação às oitavas de final da Copa Sul-Americana ao vencer a UCV por 4 a 2, na Vila Belmiro. Apesar da vaga encaminhada desde o jogo de ida, o Peixe voltou a oscilar durante a partida, saiu atrás logo no primeiro minuto e precisou das mudanças de Cuca no intervalo para construir a virada. Se ofensivamente o time mostrou repertório e poder de reação, o sistema defensivo voltou a deixar dúvidas.
Defesa volta a sofrer com desatenções
O setor defensivo viveu uma noite de altos e baixos. Logo aos 18 segundos, Adonis Frías errou um recuo para Gabriel Brazão e praticamente entregou o gol de Samuel Sosa, obrigando o Santos a mudar completamente o plano de jogo. A falha individual foi determinante, mas não explica sozinha os problemas apresentados pela equipe.
Nos minutos seguintes, a defesa demorou para recuperar a confiança e permitiu que a UCV encontrasse espaços que dificilmente deveria ter contra um rival tecnicamente superior. João Ananias fez uma atuação mais segura que a de seu companheiro de zaga, enquanto Escobar conseguiu controlar bem seu lado defensivamente.
A entrada de Lucas Veríssimo no intervalo trouxe mais estabilidade à última linha, mas nem isso impediu um novo vacilo na bola parada. Gonzalo Mottes apareceu livre para descontar no segundo tempo, reforçando uma deficiência que tem acompanhado o Santos ao longo da temporada: a dificuldade para manter a concentração mesmo quando controla a partida.
Meio-campo muda de cara depois do intervalo
O meio-campo teve dois comportamentos completamente diferentes. No primeiro tempo, Willian Arão e Christian Oliva tiveram dificuldades para controlar os espaços e acelerar a circulação da bola. O Santos mantinha a posse, mas construía de forma lenta e previsível, permitindo que a UCV permanecesse organizada defensivamente.
PARTIU OITAVAS! ⚪⚫
Com gols de Miguelito, Gabigol, Gabriel Menino e Rony, o Peixão volta a vencer a UCV e garante a vaga nas oitavas da CONMEBOL #Sudamericana! pic.twitter.com/rHApEPq3LG
— Santos FC (@SantosFC) July 29, 2026
Tudo mudou com a entrada de Gabriel Bontempo. O jovem deu mais intensidade, aproximou os setores e passou a atacar os espaços com muito mais frequência. Neymar também ajudou a reorganizar o setor ao atuar entre as linhas, oferecendo qualidade no passe e aproximando o ataque da criação.
Oliva cresceu na etapa final justamente porque encontrou um meio-campo mais organizado para atuar. O uruguaio apareceu bem na marcação e foi importante para recuperar bolas e sustentar a pressão ofensiva do Santos durante boa parte do segundo tempo.
Ataque perde chances, mas decide
Se a construção ofensiva demorou a encaixar, o ataque voltou a mostrar qualidade suficiente para resolver o confronto. Miguelito teve participação importante ao marcar o gol de empate ainda no primeiro tempo, evitando que o nervosismo aumentasse na Vila Belmiro.
Depois do intervalo, a equipe passou a criar muito mais. Barreal encontrou espaços pelo lado esquerdo e foi um dos jogadores mais participativos da partida, contribuindo para acelerar as jogadas e criar oportunidades. Rollheiser circulou bastante pelo setor ofensivo e encontrou bons passes, especialmente na jogada que terminou no gol de Gabigol.
O camisa 9 viveu uma noite de contrastes. Perdeu oportunidades claras, voltou a ser flagrado em impedimentos e poderia ter definido o jogo mais cedo. Ainda assim, permaneceu participativo, marcou um gol, acertou o travessão na origem do terceiro e foi importante para manter a pressão sobre a defesa venezuelana.
Gabriel Menino apareceu novamente bem no apoio para ampliar o placar, enquanto Rony entrou nos minutos finais e fechou a classificação com o quarto gol, aproveitando mais uma boa construção coletiva.





