Marília – O Dia do Comerciante, 16 de julho, provocou manifestação de lideranças do setor, empresários e até sindicato dos empregados em Marília para celebrar a atividade e sua importância econômica, mas com alerta sobre desafios e necessidade de valorização.
O setor representa centenas de empresas, pelo menos 8.000 empregos na cidade, urbanização de corredores e bairros, além de arrecadação e escola em formação profissional.
Pedro Pavão, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília, apontou o setor como uma verdadeira escola para atividade profissional e formação pessoal.
O comerciante devolve cada compra e cada medida de apoio em impostos, empregos, renda e
desenvolvimento urbano. Por esse motivo, o poder público e a coletividade precisam valorizar mais a nossa categoriaPedro Pavão, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília e região
Mas ele destaca que o setor sentem impacto imediato a cada desarranjo ou ajuste econômico e a cada crise econômica, política ou internacional.

“Por isso mesmo merece mais cuidado. A carga tributária, os limites para atuação com maior liberdade e desafios que vão de segurança à urbanização exigem e merecem mais atenção.”
Reflexão
O presidente da Acim (Associação Comercial e de Inovação de Marília), Carlos Francisco Bittencourt Jorge, disse que o comércio dinamiza a cidade.
“E neste sentido, o comerciante é de fundamental importância, sabendo da importância dos comerciários e consumidores neste processo.”
Por isso, afirmou também que a data merece cumprimentos e reflexão. “Não podemos esquecer desta data, e aproveitar para uma reflexão sobre a importância da iniciativa comercial para uma cidade”, falou.
O superintendente da Associação, José Augusto Gomes, destacou que manter um negócio ativo no país é uma tarefa extremamente complexa. Citou desafios de diferentes formas, inclusive avanço digital.


Pioneiros
Subhi Ahmad Khalil Abu Khalil, um dos mais tradicionais nomes do setor, cita a resiliência e dedicação que o setor exigir.
“Para ser comerciante não pode haver desânimo, tem que ter esperança sempre e acreditar que um dia será melhor que o outro”. Além disso, lembrou a força do segmento e do atendimento. “A venda direta, pessoalmente, ainda é a melhor de todas.”
Na opinião de João Gonçalves, outro empresário com d´pecadas de atuação, compara fases do setor.
“Hoje sem apoio, assessoria ou orientação específica fica quase difícil começar no comércio. Naquele tempo o comércio era de família, de pai para filho. Hoje é por necessidade e muitas vezes por obrigação”, falou.
Manuel Batista de Oliveira, pioneiro na zona sul da cidade, lembra mudanças de hábito, crescimento econômico e novas relações.
“Naquele tempo o comerciante conhecia as famílias que compravam na loja. Hoje é preciso se proteger de inúmeras formas.”
União indispensável
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Mário Herrera, ressalta que os comerciantes e comerciários desempenham papéis complementares.
“Comerciantes e comerciários caminham juntos. Os empresários investem e empreendem, e os comerciários são o elo com o consumidor. Todos devem ser valorizados.”





