Neste sábado, véspera do confronto decisivo pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico da Noruega, Stale Solbakken, reconheceu o favoritismo do Brasil, mas admitiu que os noruegueses têm chance de classificar, o que para ele seria uma “surpresa”. O comandante também admitiu que ainda tem dúvidas em relação à escalação.
“O Brasil ainda é o favorito. Eu disse que talvez não sejam mais os grandes favoritos, como já foram anos atrás. É difícil atribuir uma porcentagem. O que importa é que podemos bater o Brasil, mas para isso teremos que jogar o nosso 100% em campo. Temos sim uma chance de bater o Brasil”, disse em entrevista coletiva antes do confronto.
Solbakken revelou que ainda não definiu a formação titular para o confronto. A principal dúvida é em relação ao lateral direito Julian Ryerson, que foi substituído aos 13 minutos na vitória sobre Senegal, pela segunda rodada da fase de grupos. O jogador tem ido a campo nos treinos e não tem sentido mais dores, de acordo com o treinador.
“Ele (Ryerson) treinou, não fez a mesma carga dos outros jogadores, mas não está com dor nos últimos dois dias. Não estamos certos sobre a escalação final, ainda tem outros jogadores que podem ser opções interessantes. Independente de qual seja a escalação, talvez ele não jogue os 120 minutos do jogo”, explicou.
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Vini Jr. preocupa?
O treinador da Noruega também elogiou a qualidade da equipe brasileira, destacando o poder ofensivo e o setor defensivo, citando Gabriel Magalhães e Marquinhos, que atuam no Arsenal e no Paris Saint-Germain, respectivamente. Além disso, também falou sobre a “preocupação” com Vini Jr., artilheiro do Brasil no torneio, com quatro gols.
“Temos que ver se vamos dar conta da mudança de combinações que o trio de ataque do Brasil trará. Eles podem jogar com quatro jogadores na frente, assim como foi no segundo tempo do jogo contra o Japão. Temos que ver se vamos conseguir acompanhá-los”, avaliou.
“Muitos treinadores têm essa preocupação com o Vini Jr. nos últimos anos. Ele parece estar com uma condição física e energia muito boas. As alas são importantes, mas também é muito importante ajudar os jogadores que jogam mais recuados para não termos problemas. As situações são inevitáveis. Os defensores com certeza vão ter o suporte dos colegas”, seguiu.
“Acho que o Brasil tem uma das maiores parcerias de defesa desta Copa. São dois jogadores que estão no topo do futebol mundial, mas será um jogo entre Brasil e Noruega. Sem dúvida, haverá duelos importantes. Para mim, se resume a um jogo de Brasil e Noruega”, finalizou Solbakken.





