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Justiça condena psiquiatra por estupros e importunação a pacientes em Marília

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Marília A Justiça condenou em Marília o médico psiquiatra Rafael Pascon dos Santos a 24 anos e 16 dias de prisão em regime fechado por dois casos de estupros de vulneráveis e importunação sexual contra pacientes em consultório na cidade.

A decisão da 3ª Vara Criminal extinguiu a punibilidade do médico em um dos casos por prescrição – passagem de tempo para punição além do que prevê a lei -.

A defesa já anunciou que ele vai recorrer contra a sentença e contesta, de forma especial, a acusação de estupro de vulneráveis.

Cabe recurso, segue preso

O médico, cumpre prisão preventiva desde outubro de 2025, quando as pacientes iniciaram denúncias e deve recorrer na prisão.

A decisão destaca garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, bem como crimes de extrema gravidade. Diz, inclusive, que as condutas “causam perturbação e desassossego na sociedade, gerando instabilidade social”.

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Registro profissional no Conselho de Medicina: Justiça condena psiquiatra por estupros e importunação em Marília

A sentença aponta ainda que a extensão da pena evidência da a periculosidade, tanto pela gravidade quanto pelo modo de agir.

“Além disso, ao que consta, o réu é detentor de instrução formal e elevado poder aquisitivo, de maneira que é possível vislumbrar risco concreto de fuga do distrito da culpa.”

DDM e Ministério Público

A condenação está na primeira de duas denúncias que o Ministério Público apresentou contra o médico a partir de investigação da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). A delegada Darlene Rocha Costa Tozin conduziu a apuração, colheu depoimentos e fez o relatório base para a denúncia,

Acusa estupro por relação sexual com duas pacientes e importunação por toques, beijos, carícias e contatos sem consentimento.

Considerou as vítimas vulneráveis em função da condição de saúde mental. Envolve pacientes em atendimentos particulares e por convênio.

O médico ainda responde a acusações em Garça, inclusive com pacientes do sistema pública de saúde, e em Lins.

Além disso, investigação do Conselho Regional de Medicina no Estado suspendeu o registro do profissional. Ele fica sujeito a cancelamento da inscrição como médico.



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