Um boletim de ocorrência por perturbação do sossego foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília contra um estabelecimento localizado na avenida Sampaio Vidal, na região central da cidade. O caso envolve reclamações de moradores vizinhos que afirmam conviver com som excessivamente alto desde a inauguração do local, em fevereiro deste ano.
O registro foi feito por um morador, que relatou à Polícia Civil transtornos frequentes provocados por apresentações musicais, DJs e equipamentos de som utilizados no estabelecimento durante o período noturno e a madrugada.
Segundo o relato, as atividades ocorrem entre quarta-feira e domingo, geralmente das 18h à 1h, podendo se estender até as 3h nos fins de semana. De acordo com o boletim de ocorrência, no dia 19 de abril, por volta das 22h, moradores acionaram a Polícia Militar pelo telefone 190 para reclamar do volume do som.
Uma equipe compareceu ao local, orientou os reclamantes e advertiu os responsáveis pelo estabelecimento. Apesar da intervenção, o volume teria sido reduzido apenas momentaneamente, permanecendo elevado até cerca de 1h da madrugada.
O comunicante informou ainda que a situação vem sendo registrada de forma recorrente desde a abertura do empreendimento. Conforme a ocorrência, diversas reclamações já teriam sido apresentadas anteriormente, inclusive por meio de contatos diretos com os responsáveis pelo local.
O boletim aponta ainda que o imóvel possui estrutura aberta, sem isolamento acústico considerado adequado, cercado por alambrados e muros parciais, o que favoreceria a propagação do ruído para a vizinhança.
Segundo o relato, a Prefeitura de Marília também foi acionada e teria expedido notificações administrativas relacionadas ao caso. Mesmo assim, os moradores alegam que não houve solução efetiva para o problema.
Na última atualização da ocorrência, realizada neste sábado (13), a Polícia Civil incluiu outras três vítimas no registro.
Todos declararam sentir-se igualmente incomodados com o volume do som proveniente do estabelecimento.
O caso foi registrado como contravenção penal de perturbação do trabalho ou do sossego alheios e será analisado pelas autoridades competentes.





