Relatório mostra que rendimento do trabalho cresceu e melhorou a vida dos mais pobres
Um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC_RS) em parceria com o Observatório das Metrópoles e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) aponta que mais de 10 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza em 22 regiões metropolitanas do Brasil.
É o terceiro ano consecutivo de avanços, com a taxa de pobreza agora estabelecida em 18,4% da população. Ainda assim é um patamar grande, que revela a desigualdade social e a alta concentração de renda. Os números foram trabalhados a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.
O economista e sociólogo Marcelo Robeiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que participou do estudo, ressalta que a redução da pobreza está ligada a melhores salários recebidos pelos trabalhadores, e não com programas sociais do governo. O Bolsa Família não tem aumento desde março de 2023.
O boletim Desigualdade nas Metrópoles aponta que em 2025 a renda média domiciliar per capita nas regiões metropolitanas alcançou R$ 2.766,00, um recorde. A situação de pobreza atinge cerca de 15,2 milhões de pessoas, com renda de até R$ 729,00 por mês. Nesse grupo, 2,6 milhões de pessoas encontram-se em situação de extrema pobreza, com renda individual de até R$ 299,00 por mês.
O lado ruim é a desigualdade e a concentração de renda: os 10% mais ricos da população receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base. Esta faixa da população tem salários na faixa de R$ 9 mil a mais de R$ 11 mil por mês.
O economista aponta que o mercado de trabalho paga mais aos mais ricos por causa da maior escolarização, que permite acesso às ocupações de melhor remuneração. Outro fator que ajuda os mais ricos é o rendimento em aplicações financeiras, graças às altas taxas de juros.





