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Alterações na glicemia podem evoluir para emergência e exigem atenção imediata • Marília Notícia

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Samu 192 de Marília orienta a população sobre a importância de reconhecer situações de risco e acionar serviço (Foto: Magnific/Divulgação)

Crises de hipoglicemia e hiperglicemia podem evoluir rapidamente e exigir atendimento de urgência, especialmente em pessoas com diabetes, idosos, crianças e pacientes em uso de insulina ou outros medicamentos para controle da glicose. O Samu 192 de Marília orienta a população sobre a importância de reconhecer situações de risco e acionar o serviço diante de sinais de agravamento. 

A hipoglicemia ocorre quando há queda acentuada do açúcar no sangue. Já a hiperglicemia acontece quando os níveis de glicose estão muito elevados. Em ambos os casos, o quadro pode comprometer o estado geral do paciente e provocar sintomas como tremores, suor frio, tontura, sonolência intensa, confusão mental, vômitos, dificuldade para respirar, desmaio ou convulsão. 

Diante desses sinais, a recomendação é não esperar a piora. O chamado ao Samu deve ser feito pelo telefone 192, de forma gratuita. Durante a ligação, a equipe coleta as primeiras informações, avalia a gravidade da situação e orienta familiares ou responsáveis sobre como agir até a chegada da unidade, quando o envio da ambulância for necessário. 

“Nem toda alteração de glicemia exige ambulância, mas alguns sinais indicam risco real e precisam de avaliação imediata. Quando há perda de consciência, confusão mental, convulsão, vômitos persistentes ou dificuldade para respirar, o correto é acionar o Samu 192. A orientação por telefone também ajuda a família a agir com mais segurança enquanto aguarda o atendimento”, explica o João Bermudes, médico regulador do Samu de Marília. 

O serviço também reforça que, em casos de inconsciência, sonolência intensa ou convulsão, não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos pela boca, devido ao risco de engasgo. Também não é recomendado aplicar insulina ou realizar qualquer correção sem orientação profissional, principalmente quando não há certeza sobre o tipo de alteração glicêmica. 

“Em uma emergência glicêmica, o tempo faz diferença. O Samu atua para avaliar a gravidade, orientar a conduta inicial e encaminhar o paciente ao serviço adequado, quando necessário. O acionamento correto do 192 contribui para reduzir riscos e garantir uma resposta mais rápida e segura”, destaca o médico. 

Familiares e cuidadores de pessoas com diabetes devem manter atenção à rotina de medicamentos, alimentação, hidratação e monitoramento da glicemia, quando indicado. Febre, infecções, vômitos, recusa alimentar, uso incorreto de medicações ou longos períodos sem alimentação podem favorecer a descompensação e aumentar o risco de emergência. 

O Samu de Marília reforça que o 192 deve ser acionado sempre que houver perda de consciência, convulsão, alteração importante do comportamento, dificuldade para respirar, piora rápida do estado geral ou dúvida sobre a gravidade do quadro.





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