O Cazaquistão intensificou as negociações com autoridades veterinárias de Hong Kong, Malásia e Paquistão para viabilizar a exportação de carne de aves a esses mercados. A iniciativa faz parte de uma estratégia do Ministério da Agricultura para ampliar a presença dos produtos pecuários do país no exterior, diante de um desempenho abaixo do esperado nas vendas internacionais em 2025.
Segundo o governo, o esforço também inclui a abertura de novos canais comerciais com países como Japão e Emirados Árabes Unidos, além de outros destinos considerados estratégicos na Ásia e no Oriente Médio. Em nota, o Ministério afirmou que “os produtos cárneos do Cazaquistão já estão presentes nos principais mercados estrangeiros, e estão em andamento trabalhos para expandir a abrangência geográfica das exportações e aumentar o número de empresas que atendem aos requisitos dos países importadores”.
Exportações recuam e expõem desafios da estratégia comercial
Apesar das iniciativas, os resultados recentes da avicultura no comércio exterior ficaram aquém das metas estabelecidas pelo programa estatal de desenvolvimento industrial. Em 2025, o país exportou 31,9 mil toneladas de carne de aves, volume inferior às 42,3 mil toneladas registradas no ano anterior.
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Ao mesmo tempo, a política de substituição de importações avançou pouco. As compras externas somaram 136,3 mil toneladas em 2025, praticamente estáveis em relação às 137,3 mil toneladas importadas em 2024, indicando dificuldades para reduzir a dependência do mercado internacional.
Por outro lado, a produção doméstica apresenta sinais de avanço. O plantel de aves atingiu 49,1 milhões de cabeças em 2025, crescimento de 7,7% na comparação anual. A produção de ovos também aumentou, chegando a 4,56 bilhões de unidades, frente a 4,51 bilhões no ano anterior. Já a produção de carne de frango subiu para 372 mil toneladas, ante 360 mil toneladas em 2024.
O governo tem reforçado o apoio ao setor com subsídios e incentivos, incluindo a cobertura de parte dos custos de aquisição de ovos férteis e o reembolso de até 25% dos investimentos destinados à modernização e construção de granjas.
A meta oficial é alcançar a autossuficiência na produção de carne de frango até 2030 e ampliar o consumo interno, que era de 21 quilos per capita em 2024. Paralelamente, o país mantém a ambição de expandir as exportações, embora, nos últimos anos, tenha evitado divulgar metas concretas. No início da década, projeções indicavam a possibilidade de atingir até 600 mil toneladas exportadas por ano até o fim da década.
Fonte: Food Agribusiness





